Ingrid Silva, bailarina brasileira, não irá mais precisar pintar suas sapatilhas

Ingrid Silva, bailarina brasileira, não irá mais precisar pintar suas sapatilhas

Foi assim que Ingrid Silva, bailarina clássica, comemorou enfim a chegada de suas sapatilhas da cor de sua pele. Ela não precisaria mais pintar as sapatilhas cor de rosa como fez nos últimos 11 anos.

Ingrid é carioca, mora em NY há anos e é a primeira bailarina da companhia Dance Theatre of Harlem (primeira de bailarinos negros do mundo).

A Ingrid é uma transgressora no melhor sentido da palavra no meio do ballet clássico. Ela usa cabelo natural, passou pela transição enquanto já era bailarina nos Estados Unidos, enquanto todas as outras alisavam seus cabelos para o padrão “clássico” da dança.

Mas quero falar hoje sobre as suas sapatilhas.

Sabemos que as sapatilhas são a extensão dos pés das bailarinas, sendo assim, visualmente o ideal seria que ela fosse da mesma cor da pele de quem está atuando, ou uma cor próxima. Mas Ingrid é negra retinta, as sapatilhas rosas comuns não a contemplavam e por isso que ela sempre pintou as suas, com base para pele.

Finalmente agora as sapatilhas são feitas da cor de Ingrid e de outras tantas bailarinas negras ou que sonham em ser. Mais um passo para a representatividade por completo. Como ela mesma disse em sua publicação: “dever cumprido”.

Conheça um pouco mais da rainha Ingrid nessa entrevista para a Revista TPM:

 

Grande beijo,

Duda Buchmann

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“Que personagem é você nessa história que marca os privilégios de uma sociedade preconceituosa, conservadora e moralista?”

“Que personagem é você nessa história que marca os privilégios de uma sociedade preconceituosa, conservadora e moralista?”

Há alguns dias houve uma formatura de jornalismo da PUCRS, uma das grandes amigas da minha irmã estava nessa turma, Michelle Nascimento, e, junto de Daniel Quadros, fizeram um discursos arrebatador que fez com que minha irmã se tocasse e pedisse que eu fosse assistir assim que chegou em casa.

Realmente, aquele discurso me tocou, assim como eu sei que tocará vocês. A Mi gentilmente me compartilhou o texto e agora eu passo a vocês.

Leiam com atenção e coração aberto.

“Me disseram que a essência do jornalismo é contar histórias. Isso mesmo, contar histórias. E eu realmente acredito nessa definição. Podemos perceber isso com o tempo. Desde João do Rio, que em primeiro de junho de 1899, com 17 anos incompletos, teve seu primeiro texto publicado no jornal O Tribunal. Desde que o Golpe Militar no Brasil, em 1964, corrompeu jornalistas, a mídia e a imprensa que silenciaram os horrores da censura e da tortura. Desde que documentos históricos que serviriam como provas para o período da escravidão foram queimados por ordem de Ruy Barbosa. O Primeiro ministro da Fazenda na época da proclamação da República, em 1890, como tentativa de transformar a dor de gerações, em cinzas. Assim como os seus antecedentes e os que vieram depois dele, até os dias de hoje, a história é sempre contada por quem conta.

Mas uma história por si só tem muitos lados, aspectos e implicações. Martin Luther King Júnior tinha um sonho: que seus filhos vivessem um dia em uma nação onde não seriam julgados pela cor de sua pele, mas pelo teor de seu caráter. Elisa Leonida Zamfirescu quis ser engenheira, e mal sabia ela que no ano de 1973, aos 86 anos, seria umas das primeiras mulheres no mundo a realizar tal feito. Assim como Kathrine Switzer, que no ano de 1967, foi a primeira mulher a participar da famosa Maratona de Boston, enquanto outros membros da organização do evento corriam atrás dela para tentar impedi-la. E tem mais: Harvey Milk, representante distrital de São Francisco, foi o primeiro homem gay assumido a vencer uma eleição nos Estados Unidos, mesmo quando isso não era tão falado, em 1977. E assim como ele, Alan Turing, o matemático e cientista que foi um dos responsáveis pela formalização do conceito de algoritmo, a base da teoria da computação, por volta de 1926, também era gay. Mesmos os mais INVISIBILIZADOS, como as pessoas com deficiência, contaram histórias diferentes. Maria da Penha, mãe de três, levou um tiro de espingarda de seu marido e ficou paraplégica, em 1983. Ao voltar para casa, foi agredida pelo companheiro, que tentou eletrocutá-la no chuveiro. Ela dedicou quase vinte anos de sua vida para que sua história fosse contada da forma correta e não se repetisse, desejando que outras mulheres não passassem por violências em seus lares.

Essas eram as histórias que elas e eles queriam contar à uma nação de pessoas que acreditavam em um futuro melhor, um futuro diferente, um futuro onde cabem todos nós. A gente aqui em cima deste palco, vocês aí na plateia, e todos ao qual o Brasil pertence, e para além dos seus muros e fronteiras.

Mas esse discurso não era sobre jornalismo?

Bem, aí que tá. Jornalismo não é sobre segurar um microfone e brilhar nas televisões, estar no foco dos holofotes ou ter uma coluna social no jornal mais lido da cidade. Não é só isso, pelo menos. Na verdade, isso é o que ele menos é. Ou talvez nem seja.
O jornalismo é sobre a sociedade como um todo, está imerso nela, não fica acima, nem abaixo, mas no reflexo de suas ideologias e valores, crenças e bagagens, motivações e reivindicações. Passamos pelo menos quatro anos na universidade aprendendo sobre a
importância da dedicação do jornalista para transmitir a realidade; a responsabilidade social da profissão para com o público, assim como a sua integridade; o respeito ao interesse público, interesse do público, aos valores universais e à diversidade de culturas; a eliminação da guerra e de outros grandes males que confrontam a humanidade; além da promoção de uma nova ordem mundial, onde o acesso à informação e a comunicação sejam prioridades.
Por isso, apesar de não ser necessário, nós vamos explicar de novo. É nosso
dever, como interlocutores, combater a disseminação de notícias falsas, que na verdade, não são notícias. Defender a democracia, o direito à vida e os direitos humanos. Principalmente quando o nosso atual presidente é contra a atuação de jornalistas, os DESMORALIZANDO com críticas e ataques à liberdade de expressão. Um governo da sequência após um golpe na presidência e uma eleição sustentada por mentiras, em uma batalha a qual o jornalismo QUASE perdeu, o nosso valor se prova cada vez mais necessário.

Hoje estamos nos formando. Mas outra questão importante é que as próximas gerações de jornalistas dependem da atuação das autoridades na defesa de um ensino de qualidade e acessível para todos. No Brasil, as salas de aula estão sendo ameaçadas pelo atual governo do país, que indica cortes de verbas, restrição de bolsas e bloqueios de orçamentos para universidades federais. Em regressos como este, devemos estar ainda mais preparados para amparar uma nação que tem a sua educação comprometida.

Ao sairmos daqui hoje, o mundo lá fora conta com a gente. As minorias em representatividade, mais do que todos, precisam de nós. Inclusive, é engraçado, pra não dizer confuso, ser chamado de minoria, né? Em um país onde 54% da população é negra ou parda, 51% são mulheres, 45 milhões são pessoas com deficiência e pelo menos vinte e duas milhões de pessoas se assumem como LGBTQIs, isso deveria, no mínimo, ser repensado.
É hora de sermos protagonistas das nossas histórias, mas de também assumirmos nossos privilégios. Entre 37 formandos, somos apenas quatro alunos negros. E nos desculpem se falamos demais sobre isso, mas é que negros, são negros todos os dias, perseguidos nos estabelecimentos e impedidos de acessar aquele lugar legal que você gosta de frequentar. E se isso te incomoda, então a gente cumpriu o nosso papel de representar toda essa turma de graduandos que escolheu nos colocar aqui para contar isso à todos vocês.

Enquanto ao olhar para o lado vocês não enxergarem outros negros, pardos e pessoas de todas as cores e origens, mulheres, LGBTQIs, pessoas com deficiências, gordos, magros, e todas as formas de ser em cargos de liderança, nas universidades, na mídia, e onde elas quiserem estar, nós vamos continuar falando.
Então, por favor, nos ajudem a não precisar contar mais essa antiga história.

Se não nós, jornalistas, quem irá reescrever a história do país que mais mata LGBTQIs no mundo?

De qual lado da história você está quando o número de casos de feminicídio aumenta 76% no primeiro trimestre de 2019, no Brasil?

Que personagem é você nessa história que marca os privilégios de uma
sociedade preconceituosa, conservadora e moralista?

O que você diz sobre a história que é escrita quando 64% dos desempregados e presidiários no Brasil são negros? Quando os 54% da nossa população que é formada por negros, são dizimados, sendo que 7 em cada 10 dos homicídios no Brasil, também são com negros e negras? É o caso do Evaldo Rosa dos Santos, cujo carro foi alvejado com 83 tiros em Guadalupe, na zona norte do Rio de Janeiro. E tem mais: quem mandou matar Marielle?
Ao fim dessa fala, novos profissionais tomam seus postos no vasto mercado que é o jornalismo e a comunicação. Essas meninas e meninos encarando vocês aqui em cima deste palco já estão mudando o mundo, e a história dele.

Cabe a você, caro aliado que está aí atento, decidir se vem com a gente, reescrever a história, ou se continuará contando as mesmas de sempre. A gente já tomou a nossa decisão. Em defesa do jornalismo, da liberdade de expressão, da pluralidade, da educação, e de um Brasil que pertença aos seus, de fato.

Hoje é o fim de um ciclo, e o início de todo o restante de novas vidas. E a gente se encontra por aí, nas nossas novas histórias.
E como dizia Nelson Mandela: A educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo.
E nós acreditarmos que essa arma deveria ser a única empunhada pela nossa população, e acima de tudo, não deveria ser um privilégio de poucos!
Vamos avante! Obrigado!”

 

Arrepiou aí também?

 

Michele Nascimento (@micheleenasc) & Daniel Quadros (@eudanielquadros)

O QUE TEM NA BOLSA DE UMA CACHEADA/CRESPA? DESCUBRA 6 COISAS QUE NÃO PODEM FALTAR

O QUE TEM NA BOLSA DE UMA CACHEADA/CRESPA? DESCUBRA 6 COISAS QUE NÃO PODEM FALTAR

Olá, lindezas!

Constantemente quem tem cabelo cacheado ou crespo sai de casa com ele maravilhoso, mas ele nem sempre permanece assim até voltarmos pra casa. Por isso levamos alguns segredinhos na bolsa que ajudam a dar um up no cabelo em qualquer hora do dia.

Vou facilitar a vida e relevar alguns pra vocês:

 1. Pente garfo:

hair

O melhor amigo de toda cacheada e crespa que ama volumão! Além de facilitar o desembaraço quando úmido, se pentear/bagunçar a raiz com ele o cabelo “aumenta” de tamanho e fica com um volume inacreditável!

2. Óleo

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Quem tem cabelo enroladinho ama um óleo, ele sendo virgem ou algum reparador de pontas por aí. Deixa o cabelo brilhoso e sem aspecto de ressecado. É importante não exagerar para não deixar o cabelo oleoso e nunca passar na raiz (só nas umectações da vida).

3. Leave-in

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Item indispensável para as cacheadas e crespas, o creme tem o poder de revitalizar e definir rapidamente algum cacho que não está do jeito que a gente gosta. Facilita se ele for em spray.

#4 Borrifador

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Nem sempre temos uma torneira disponível e encharcar o cabelo durante o dia não é uma boa ideia. Então ter um borrifador pequeno com um pouco de água ou soro fisiológico (se colocar algum óleo e creme, melhor ainda!) para revitalizar o cabelo quando sentir necessidade. Quando o tamanho da bolsa permitir, ter consigo um borrifador é excelente!

#5 Elástico de cabelo

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Às vezes nosso cabelo não tá de bem com a gente e nem revitalizando ele colabora ou fica do jeito que queríamos, rs Nessa horas, o elástico (ou “borrachinha”) vira nossa melhor amiga e colabora para que façamos um belo penteado ou um simples afropuff que já é incrível, né?

#6 Grampos

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Quando o cabelo é curto, o elástico não adianta muito, mas dá pra fazer vários penteados fofos com o auxílio do grampo. Ou para quem tem aquela franja que incomoda, os grampos impedem que elas fiquem no meio do rosto o tempo todo. Além disso, não ocupa espaço na bolsa, né?

Agora que vocês já sabem o que precisa pra deixar a cabeleira maravilhosa o dia inteirinho, basta arrasar por aí!

 

Grande beijo,

Duda Buchmann

 

Dia da mulher negra & ‘Brown Skin Girl’

Dia da mulher negra & ‘Brown Skin Girl’

Lindezas,

Hoje é DIA DA MULHER NEGRA no Brasil, desde 2014, a data foi dada como homenagem a Tereza Banguela também (saiba mais sobre esse dia aqui).

A mulher negra historicamente era uma mulher que estava fora do padrão. Que não era bonita, que existia apenas servir os outros. Obviamente isso é passado! Não aceitamos mais ficarmos em segundo plano. Nem sermos desrespeitadas pelo tom de nossa pele ou nosso cabelo afro.

Na última semana, Beyoncé (sim, sempre ela 🖤) lançou um álbum especial e uma das faixas está encantando a todos: Brown Skin Girl, música cantada por ela, Saint Jhn & Wizkid e com participação da filha Blue Ivy Carter. A faixa fala justamente da beleza da menina negra. Um verdadeiro presente para cada uma de nós e para repensarmos no nosso amor próprio e nossas capacidades.

A letra:

Menina negra
Sua pele é como pérolas
A melhor coisa do mundo
Nunca troque você por mais ninguém
Cantando: Menina negra
Sua pele é como pérolas
A melhor coisa do mundo
Eu nunca trocaria você por mais ninguém, cantando

Ela disse que realmente cresceu pobre como eu
Não acredita em nada além do Todo Poderoso
Apenas um jeans e uma camiseta toda branca
Ela nunca quis ser esposa de alguém pra sempre, sim
Então, eu posso não ser um garoto bonito, mas seu coração está errado
Se faz de vilã porque foi pega numa onda
Esta noite eu estou indo embora
Alinhei minha mente na rotina, sim, sim

Esta noite eu posso me apaixonar, dependendo de como você me abraçar
Estou feliz que estou me calmando, não posso deixar ninguém me controlar
Continuo dançando e chamo de amor, ela resiste, mas se apaixona aos poucos
Se alguma vez você estiver em dúvida, lembre-se do que mamãe me disse

Menina negra, sua pele é como pérolas
Com suas costas contra o mundo
Eu nunca trocaria você por mais ninguém, diga
Menina negra, sua pele é como pérolas
A melhor coisa do mundo todo
Eu nunca trocaria você por mais ninguém, diga

Pose como um troféu quando as Naomis entram
Ela precisa de um Oscar por essa pele bem escura
Bonita como a Lupita quando as câmeras dão um close
A beleza quebra o dique quando minhas Kellys chegam
Eu acho que esta noite ela vai trançar suas tranças
A melanina é muito escura pra alguém conseguir escondê-la
Ela cuida da própria vida e mexe a cintura
Ouro tipo 24 quilates, tá bem?

Oh, você se olhou no espelho ultimamente?
Queria que você pudesse trocar de olhos comigo (porque)
Há complexidades na tez
Mas sua pele brilha como diamantes
Se me escavar como a terra, você dará à luz
Pegue tudo na vida, querida, saiba seu valor
Eu amo tudo em você, de seus cachos crespos
A cada uma de suas curvas, seu corpo natural
A mesma pele que foi quebrada é a que chegou chegando
A maioria das coisas fora de foco, visão
Mas quando você está na sala, eles notam você
Porque você é linda
Sim, você é linda

Os homens vão se apaixonar por você e toda a sua glória
Sua pele não é apenas escura, ela brilha e conta sua história
Continue dançando, eles não podem te controlar, eles assistem, todos eles te adoram
Se alguma vez você estiver em dúvida, lembre-se do que mamãe disse a você

A letra inspirou tanto e o ritmo é tão gostoso (essa faixa é as outras são inspiradas na cultura musical africana) que facilmente virou #BrownSkinGirlChallenge nas redes sociais e temos coisas lindas como essa:

Que seja assim pra mais, ?

Grande beijo,

Duda Buchmann

Nova agente 007 é uma mulher negra

Nova agente 007 é uma mulher negra

VAMOS GRITAR TODAS JUNTAS???

Perdemos Idris Alba como o novo James Bond, mas ganhamos algo muito muito melhor! Ok, Idris é maravilhoso, mas deixa eu focar aqui, rs. O novo agente 007 provavelmente será A NOVA AGENTE, sim, uma mulher! Uma mulher negra! LASHANA LYNCH

Muitas exclamações para esse momento de emoção.

O jornal Mail Online soltou a notícia hoje que a atriz britânica Lashana Lynch, que participou recentemente de Capitã Marvel, seria a escalada para viver a protagonista do 25º filme da franquia. Segundo o jornal, Lashana não fará o papel de “James Bond”, mas carregará o título de agente 007.

Feliz demais com mais esse ponto de representatividade. Uma atriz negra retinta em um papel tão popular e clássico do cinema mundial é tão incrível que não tenho como expressar com palavras, mas acho que vocês sentiram minha emoção através desse post, não é?

Então, com vocês, BOND WOMAN:

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Cat’s finally outta the bag! #BOND25

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Grande beijo,

Duda Buchmann

Dia do Rock: Elvis? Não! Uma das cabeças do Rock N’Roll foi uma mulher negra

Dia do Rock: Elvis? Não! Uma das cabeças do Rock N’Roll foi uma mulher negra

HOJE É DIA DE ROCK, BEBÊ!

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13 de julho é o dia do rock no mundo todo e para celebrar o dia de um grande estilo de música (e de vida!) eu resolvi mostrar uma curiosidade sobre sua origem que talvez você desconheça.

Grande parte dos gêneros musicais tem raízes na África ou de seus descendentes e o Rock está entre eles. O mundo todo vendeu o Elvis Presley como pioneiro do rock (ele é maravilhoso, merece muitos créditos por propagar o rock para o planeta inteiro), mas ele não foi o criador do estilo. Uma das iniciantes (digo assim, pois é impossível saber quem foi mesmo) foi a Sister Rosetta Tharpe, inspiração de Chucky Berry, Etta James e Johnny Cash, por exemplo, e considerada essência do rock por Bob Dylan.

 

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Rosetta já mostrava o poder de uma guitarra nos anos 30 e se tornou bem popular dentro da música americana, isso tudo bem antes da década de 50, quando Elvis surgiu.

Ela nasceu em 1915 em Arkansas e através de sua mãe, pastora evangélica, Rosetta fez sua primeira atuação no estilo Gospel, já tocando guitarra, aos 4 anos. Foi morar em Chicago e com a influência da cidade, em uma época que o Jazz e o Blues estavam “bombando”, ela misturava seu Gospel com outros ritmos, tudo na guitarra, o que fez ela se tornar conhecida por lá. Aos poucos ela foi conquistando seu espaço e se tornou uma estrela.

Em um momento de alta segregação social, Rosetta quebrava barreiras e todos gostavam de ouvi-la.

Ela faleceu em 1973. Em 2008, o governador Edward Rendell declara o dia 11 de Janeiro o dia da Sister Rosetta Tharpe, no estado da Pensilvânia. No seu discurso destacou a lendária cantora, a pioneira que levou o Gospel para a cena mainstream.

Aproveite e curta o som da Rosetta Tharpe:

 

Grande beijo,

Duda Buchmann

O aparecimento de Michelle Obama sem cabelos alisados

O aparecimento de Michelle Obama sem cabelos alisados

É, ESTAMOS MUITO ANIMADOS COM NOSSA AMADA QUERIDA IDOLATRADA (SALVE SALVE) MICHELLE OBAMA!!!!!

Nossa diva surgiu com cabelos não lisos em suas últimas aparições públicas e isso tem um poder sem igual. Além de ser advogada, mulher de um dos homens mais importantes do mundo e ter forte torcida para se tornar a primeira presidenta negra dos Estados Unidos, ainda tem um dos livros mais vendidos dos últimos tempos, com sua própria biografia denominada Becoming (em português, Minha História).

Tá claro que ela é uma baita influência pro mundo inteiro, não só intelectual, mas de estilo também, desde a primeira vez que apareceu ao lado de Barack.

Do início da carreira pública do marido até poucos dias atrás, foram raras às vezes que vimos Michelle com cabelo afro não alisado. Eu nunca tinha parado pra pensar na importância dessa aparência até ler meu livro favorito Americanah da Chimamanda Ngozi Adichie. Aquele visual fazia parte de toda uma estratégia. Chimamanda levanta no livro, através da protagonista Ifemelu, que possivelmente Barack nem seria eleito se Michelle usasse seu cabelo natural durante a campanha. Depois, em entrevistas a autora confirmou essa afirmação.

E se minha opinião vale alguma coisa, eu concordo com Chimamanda. Já que no mundo do padrão o cabelo liso é formal e crespo/cacheado não é. Por enquanto.

Michelle tem total consciência disso e em uma oportunidade chegou a dizer que o objetivo dela após os mandatos de Barack era continuar com cabelo na cabeça (a gente sabe o que uma química pode fazer com os fios, né?), ela ainda disse que isso afetava diversas profissionais negras, essa pequena “escravidão” estética.

 

Michelle também sabe o quanto que atingiu parecendo com cabelo afro agora.

Estamos mudando. Pra melhor.

Sabia que o Dia do Orgulho LGBT tem uma drag negra por trás?

Sabia que o Dia do Orgulho LGBT tem uma drag negra por trás?

Olá, lindezas!

O Dia do Orgulho LGBT foi ontem (28), mas o mês de junho todo é especial na causa. Mas você conhece a origem da data?

Na manhã do dia 28 de junho de 1969 – há 50 anos – em um bar, em Nova Iorque, frequentadores do bar Stonewall Inn (local frequentado pelo público LGBT) reagiram a pressão policial extremamente violenta, pois já estavam cansados da perseguição constante, principalmente as drags e aos transsexuais. Aquela resistência à polícia durou dias e ficou conhecida por Revolta de Stonewall. No ano seguinte, organizaram a 1ª Parada do Orgulho LGBT no dia 1º de julho para lembrar do ocorrido do ano anterior.

O movimento se espalhou e hoje em dia as Prides (paradas) acontecem em todo mundo em diversas cidades, inclusive no Brasil.

Naquele 28 de junho, duas mulheres estavam a frente do movimento, Marsha P. Johnson – uma negra, queen ‘de rua’ e Sylvia Rivera, uma trans.

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Vamos honrar essas pessoas que lutaram pelo simples fato de serem elas mesmas?

Não tem nada que faça mais sentido do que o amor. 🌈

 

Sabia que existe uma premiação só para afro-americanos? Veja os acontecimentos do BET Awards 2019

Sabia que existe uma premiação só para afro-americanos? Veja os acontecimentos do BET Awards 2019

Olá, lindezas!

Desde 2001 a emissora BET (Black Entertainment Television) tem a cerimônia anual BET Awards, para premiar personalidades afro-americanos, exclusivamente.

Na noite de ontem (23), aconteceu a 19ª edição e a grande homenageada da noite foi Mary J Blige com o prêmio Lifetime Achievement Award entregue pelas mãos de Rihanna com um discurso incrível por sinal.

O ator Tyler Perry recebeu uma homenagem com o prêmio Ultimate Icon Award. E também aconteceu uma homenagem póstuma ao rapper Nipsey Hussle com o prêmio Humanitarian Award.

Confira os premiados da edição de 2019, que teve apresentações de Cardi B, DJ Khaled, H.E.R., entre outros:

Melhor Artista Feminino de R&B/Pop:
Beyoncé

Melhor Artista Masculino de R&B/Pop:
Bruno Mars

Melhor Grupo: 
Migos

Melhor Colaboração :
Travis Scott Ft. Drake, Sicko Mode

Melhor Artista Masculino de Hip Hop: 
Nipsey Hussle

Melhor Artista Feminino de Hip Hop:
Cardi B

Clipe do Ano:
Childish Gambino, This Is America

Diretor de Clipe do Ano:
Karena Evans

Melhor Artista Revelação:
Lil Baby

Prêmio Dr. Bobby Jones Melhor Gospel/Inspiração:
Snoop Dogg Ft. Rance Allen, Blessing Me Again

Melhor Atuação International:
Burna Boy

Melhor Atuação de Artista Revelação Internacional:
Sho Madjozi

Melhor Atriz:
Regina King

Melhor Ator:
Michael B. Jordan

Estrela Jovem:
Marsai Martin

Melhor Filme:
Infiltrado na Klan

Atleta do Ano (feminino):
Serena Williams

Atleta do Ano (Masculino):
Stephen Curry

Álbum do ano:
Invasion Of Privacy, Cardi B

Escolha do Telespectador: 
Ella Mai, Trip

Prêmio Bet Her:
H.E.R., Hard Place

Grande beijo,

Duda Buchmann

Quais cortes para cabelos cacheados e crespos são tendência para o inverno 2019

Quais cortes para cabelos cacheados e crespos são tendência para o inverno 2019

conteúdo original Revista Donna

Olá, lindezas

 

O inverno chegou e a troca de estação pode ser um excelente momento para mudar o visual!
Os cabelos médios e curtos têm sido muito pedidos nos salões. Além disso, as temperaturas baixas mudam nossos hábitos: a gente toma banho com água mais quente e às vezes lava com menos frequência.

Para cabelos com cachos e crespos, essas questões se potencializam. E o cabelo mais curto facilita a nossa vida, não é? Quanto menos tempo cuidando, mais tempo para curtir um filminho no sofá ❤

Por isso eu trouxe exemplos de quatro cortes para inspirar quem está afim de dar um up no visual na nova estação:

Bob

Um dos cortes favoritos para todos os tipos de cabelo há algumas temporadas. E agora quanto mais curtinho, melhor.

 Moicano

Amado pelas mais ousadas, esse corte dá um toque de personalidade e estilo ao visual.

Camadas com franja

O já clássico corte em camadas foi adotado pela maior parte das cacheadas, e agora ganha versão com as adoradas franjas.

 Joãozinho/raspado

Além da facilidade em grau máximo, esse tipo de corte colabora no uso de acessórios da estação, como gorros, toucas e grandes cachecóis – que combinam muito com a estação mais fria do ano.

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Bein' sweet captured by sweety pie @nicholas.claridge

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Gostaram?

Já têm seu preferido?

 

Grande beijo,

Duda Buchmann