Dica literária: Livros escritos por negros

Olá, lindezas!

Faz tempo que não dou dicas de livro por aqui, então vou aproveitar e dar algumas. Todas são de autores negros e recentes, então não será difícil de encontrá-los por aí. Quis fazer esse post para além de valorizar a literatura negra, tentar estimular a leitura de cada um (lembrete pra mim mesma também!).

1 – O que é lugar de fala – Djamila Ribeiro

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2 – Na minha pele – Lázaro Ramos

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3 – Esse cabelo – Djaimilia Pereira de Almeida

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4 – Americanah – Chimamanda Ngozi

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5 – Quando me descobri negra – Bianca Santana

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6 – O ódio que você semeia – Angie Thomas

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Caso você não tenha algum, aproveite para atualizar a sua biblioteca com os descontos da Cupom Válido, basta acessar o www.cupomvalido.com.br, selecionar as livrarias e se jogar!


 

Boa leitura!

Duda Buchmann

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Espetáculo: Salina (a última vértebra) no Teatro Renascença

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Olá, lindezas!

Dica cultural para vocês de Porto Alegre e arredores.

Nos dias 20 e 21 de maio ocorrerá a peça “Salina (a última vértebra)” no Teatro Renascença, às 19h.

A peça é ambientada em uma África ancestral e aborda a história de uma mulher negra que foi oprimida pela sociedade, violentada e rejeitada. O espetáculo convida a plateia a fazer uma reflexão sobre questões universais e multiculturais, como as complexidades humanas, as convenções morais e os dramas femininos.

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Ainda dá pra curtir nesse domingo, hein?

Mais informações:

Espetáculo do Palco Giratório aborda dramas femininos e cultura africana neste final de semana

Peça “Salina (a última vértebra)” ocorre nos dias 20 e 21 de maio, às 19h, no Teatro Renascença

Neste sábado e domingo (20 e 21), às 19h, o grupo carioca Amok Teatro, apresenta a peça “Salina (a última vértebra)” no Teatro Renascença (Av. Érico Veríssimo, 307). O espetáculo compõe a programação deste final de semana do 12º Festival Palco Giratório Sesc/POA. A montagem é ambientada em uma África ancestral, com elementos inspirados em tradições afro-brasileiras, como o congado e o candomblé. Em meio a este cenário, é narrada a história de uma mulher oprimida, violentada e rejeitada. Casada à força, a personagem que dá nome ao espetáculo, é estuprada pelo marido e concebe um filho, o qual ela não consegue se afeiçoar. Pelo desamor ao marido, ela é julgada e abandonada no deserto, onde reflete sobre sua vida e tenta se reerguer. A peça convida a uma reflexão sobre questões universais e multiculturais, como as complexidades humanas, as convenções morais e os dramas femininos. Os ingressos custam a partir de R$ 10 e podem ser adquiridos no Sesc Centro (Av. Alberto Bins, 665 – térreo) ou no local da apresentação uma hora antes do espetáculo, mediante disponibilidade. Para mais informações e agenda completa, acesse https://www.sesc-rs.com.br/palcogiratorio/.

Sobre o Festival – O 12º Festival Palco Giratório Sesc/POA segue movimentando o cenário cultural de Porto Alegre até 28 de maio. Mais de 100 sessões artísticas estão previstas na programação, como peças teatrais que abrangem a todos os públicos, do infantil ao adulto, exposições de artes visuais, musicais, dança, circo e atividades formativas como o Seminário “Práticas de Emergência Cênica”. São 54 espetáculos de 46 grupos, vindos de 13 estados brasileiros, sendo um internacional, direto da Bolívia, e outro uma co-produção Brasil/Itália. O Festival Palco Giratório Sesc/POA é uma realização do Sistema Fecomércio-RS/Sesc e integra a agenda do Arte Sesc – Cultura por toda parte.

Espetáculo: Salina (a última vértebra)

Amok Teatro / RJ

Datas: 20 e 21/05

Local: Teatro Renascença (Av. Erico Veríssimo, 307)

Horário: 19h

Classificação etária: 12 anos

Duração: 3h40 (incluindo um intervalo de 20′)

Ingressos R$ 10 comerciários e dependentes com Cartão Sesc/Senac, estudantes, classe artística e maiores de 60 anos, R$ 15 empresários e dependentes com Cartão Sesc/Senac e R$ 20 público em geral.

Sinopse: Salina conta a saga da personagem que dá nome ao espetáculo. Casada à força e violada por seu marido, ela dá à luz Mumuyê Djimba, um filho que ela detesta tanto quanto o pai. Acusada de deixar o esposo morrer agonizante num campo de batalha, Salina é banida de sua cidade. Exilada no deserto, ela alimenta seu desejo de vingança. Da sua ira, nasce Kwane, que trava uma guerra com seu irmão, Djimba, até que uma reviravolta surpreendente acontece no destino de Salina.

Ficha técnica:

Texto: Laurent Gaudé

Direção, cenário e figurino: Ana Teixeira e Stephane Brodt

Elenco: Ariane Hime, Cridemar

Aquino, Graciana Valladares, Luciana Lopes, Reinaldo Junior, Robson Feire, Sergio Loureiro, Sol Miranda, Tatiana Tibúrcio e Thiago Catarino

Música: Fábio Simões Soares

Luz: Renato Machado

Assistente de Direção: Vanessa Dias

Coreografias: Tatiana Tibúrcio

Bonecos: Maria Adélia

Tradução: Ana Teixeira

Revisão do Texto: Sol Miranda

Operação de luz: Andreia Teixeira

Intercâmbio: Mestre Jorge Antonio Dos Santos, Marcio Antonio Dos Santos e Fabiano dos Santos.

Não percam!

Duda Buchmann
 

Conheça o ensaio ‘Filhas e Filhos de Dandara’ da Urban Project

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O Urban Project foi criado com o intuito de compartilhar experiências vivenciadas, de forma autêntica e momentos únicos do cotidiano urbano. Desenvolvido por Marlon W. Laurencio e Marcelo Niluk Vianna (Billy) em Junho de 2016, em Porto Alegre/RS.

Para o 13 de maio – historicamente conhecido como dia da abolição da escravatura pela Lei Áurea de 1888, mas para o movimento negro essa data não é reconhecida e preferimos exaltar nossos verdadeiros heróis – Marlon Laurencio e Billy Valdez realizaram o ensaio ‘Filhas e Filhos de Dandara’ nas ruas do Centro de Porto Alegre com negros que relataram sua experiência de vida.

Pensando na importância de sermos protagonistas a URBAN PROJECT lança neste dia 13 o ensaio “FILHAS E FILHOS DE DANDARA”, que visa principalmente o empoderamento negro, através da estética sensibilizada nas fotografias e dos relatos pessoais de quem ainda não pode comemorar a dita liberdade. Dia 13 de maio é celebrado no Brasil a Abolição da Escravatura. Em 1888, ainda como Império, o Brasil é o último país latino a declarar completamente a liberdade para o povo negro. Princesa Isabel é erroneamente nomeada como “redentora”, todavia ela nunca foi uma abolicionista, apenas cedeu às pressões dos grupos abolicionistas. Existe sim uma heroína nessa história, ela é negra, mulher, escravizada, ela é Dandara! Devido a sua ausência na historiografia, pouco sabemos sobre Dandara, e muitos julgam que sua existência não passa de uma lenda. Todavia, acreditamos na sua breve história, Dandara foi a companheira de Zumbi dos Palmares e com ele teve três filhos. Uma mulher a frente do seu tempo, e que assim como outras mulheres que viviam no quilombo, lutaram nas batalhas quando Palmares foi atacado. Uma verdadeira heroína, que preferiu a morte, jogando-se do alto de uma pedreira, do que voltar à condição de escrava. A história da formação do Brasil que nos é contada, a partir da visão eurocêntrica e machista tem na sua hierarquia decrescente: homens brancos, mulheres brancas, homens negros e por último as mulheres negras (o mesmo ocorre com homens e mulheres de povoados indígenas). É a partir dessa lógica que Isabel é a “redendora”, e não Dandara.
Nós somos os protagonistas da nossa história! Somos Dandara, somos Zumbi. Somos Angela Davis, somos Martin Luther King. Somos Carolina Maria de Jesus, somos Abdias do Nascimento. Somos Petronilha da Silva, somos Oliveira Silveira.

Larissa Oyarzabal

A ideia é linda e o resultado mais incrível ainda! Confere alguns trechos dos relatos e algumas fotos, mas para conferir tudo (inclusive o meu relato), clica aqui.

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Cristiane Leite

Trabalho fiscalizando obras no interior do estado e sofro quase que mensalmente algum tipo de RACISMO, quando revido sempre ouço a mesma coisa – Mas você não é NEGRA é moreninha!
Revido quase SEMPRE dizendo que sou negra SIM com muito ORGULHO filha e neta de NEGROS e me orgulho muito DISSO!

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Gilson Nei

Mas, se eu fosse falar aqui a quantidade de pessoas que mudam de calçada quando você passa, por medo de ser assaltado, ou se você toma paredão e tapa na cara da polícia, ou se algum segurança te segue o tempo todo no mercado, ou se você vai ficar brigando por espaços e cotas camuflados na palavra “NÃO”, LEMBREM E NUNCA SE ESQUEÇAM DE QUE OS DIREITOS SÃO OS MESMOS, INDIFERENTE DA COR DA PELE.

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Monique Brito Cunha

Tomei logo por decisão: não vou mais sofrer com isso. Lembro-me de pedir para a senhora que trançava o cabelo da minha mãe (e também confeccionava perucas) que me fizesse uma peruca loura de cabelos lisos. Estava resolvido o meu problema! As meninas louras da escola eram cheias de amigos e todos queriam brincar com elas.”Está bem. Amanhã te trago de presente!”, rindo ela disse, achando engraçado o meu pedido. A peruca, obviamente, nunca chegou. E com ela a decepção.

Forte, libertador e dá uma vontade enorme de seguir em frente!

~Site da Urban Project: http://contatourbanprojec.wixsite.com/

~Facebook: https://www.facebook.com/contatourbanproject/

Espero que tenham gostado,

Duda Buchmann

Não vamos abaixar a cabeça

“É mais do que fazer barulho…”

5 de dezembro, mais um dia no calendário, dia em que acordei com um clipe que define a situação do negro no Brasil e no mundo. Resultado de imagemClipe da música Mandume¹ do Emicida (confesso que ainda não tinha escutado a música que está em seu último CD: Sobre crianças, quadris, pesadelos e lições de casa, que inclusive eu tenho, mas perdemos o costume de ouvi-los, né?Enfim, escutarei na íntegra AGORA MESMO!).

A música e o clipe são verdadeiros socos no estômago dos privilegiados e uma profunda reflexão aos negros sobre nossa existência, nosso papel na sociedade e do que não podemos mais ser. A letra fala por si e por isso ela está na íntegra aqui:

“Eles querem que alguém
Que vem de onde nóiz vem
Seja mais humilde, baixa a cabeça
Nunca revide, finge que esqueceu a coisa toda
Eu quero é que eles se… !
Eles querem que alguém
Que vem de onde nóiz vem
Seja mais humilde, baixa a cabeça
Nunca revide, finge que esqueceu a coisa toda
Eu quero é que eles se… !

(Nunca deu nada pra nóiz, caralho!)
(Nunca lembrou de nóiz, caralho!)

Sou Tempestade, mas entrei na mente tipo Jean Grey
Xinguei, quem diz que mina não pode ser sensei?
Jinguei, sim sei, desde a Santa Cruz, playboys
Deixei em choque, tipo Racionais, “Hey Boy!”
Tanta ofensa, luta intensa nega a minha presença
Chega! Sou voz das nega que integra resistência
Truta rima a conduta, surta, escuta, vai vendo
Tempo das mulher fruta, eu vim menina veneno
Sistema é faia, gasta, arrasta Cláudia que não raia
Basta de Globeleza, firmeza? Mó faia!
Rima pesada basta, eu falo memo, igual Tim Maia
Devasta esses otário, tipo calendário Maia
Feminismo das preta bate forte, mó treta
Tanto que hoje cês vão sair com medo de bu*
Drik Barbosa, não se esqueça
Se os outros é de tirar o chapéu, nóiz é de arrancar cabeça

Mas mano, sem identidade somos objeto da História
Que endeusa “herói” e forja, esconde os retos na História
Apropriação a eras, desses tá na repleto na História
Mas nem por isso que eu defeco na escória
Pensa que eu num vi?
Eu senti a herança de Sundi
Ata, não morro incomum e
Pra variar, herdeiro de Zumbi
Segura o boom, fi
é um e dois e três e quatro, não importa, já que querem eu cego eu “Tô pra ver um daqui sucumbir! ” (não!)
Pela honra vinha Man
Dume: Tira a mão da minha mãe!
Farejam medo? Vão ter que ter mais faro
Esse é o valor dos reais, “caros”
Ao chamado do alimamo: Nkosi Sikelel’, mano!
Só sente quem teve banzo
(Entendeu?) Eu não consigo ser mais claro!
Olha pra onde os do gueto vão
Pela dedução de quem quer redução
Respeito, não vão ter por mim?
Protagonista, ele preto sim
Pelo gueto vim, mostrar o que difere
Não é a genital ou o “macaco! ” que fere
É igual me jogar aos lobos
Eu saio de lá vendendo colar de dente e casaco de pele

Meme de negro é: me inspira a querer ter um rifle
Meme de branco é: não trarão de volta yan, Gamba e Ringue

Arranca meu dente no alicate
Mas não vou ser mascote de quem azeda marmita
Sou fogo no seu chicote
Enquanto a pessoa for morte pra manter a ideia viva
Domado eu não vivo, não quero seu crime
Ver minha mãe jogar rosas
Sou cravo, vivido entre espinhos treinados
Com as pragas da horta
Pior que eu já morri tantas antes de você
Me encher de bala não marca, nossa alma sorri
Briga é resistir nesse campo de fardas

(Cêloko Cachoeira!)

Banha meu símbolo, gora meu manto que eu vou subir como rei
Cês vive da minha cicatriz, eu tô pra ver sangrar o que eu sangrei
Com a mente a milhão, livre como Kunta Kinte, eu vou ser o que eu quiser
Tá pra nascer playboy pra entender o que foi ter as corrente no pé
Falsos quanto Kleber Aran, os vazio abraça
La Revolução tucana, hip-hop reaça
Doce na boca, lança perfume na mão, manda o mundo se foder
São os nóia da Faria Lima, jão, é a Cracolândia Blasé
Jesus de polo listrada, no corre, corte degradê
Descola o poster do 2pac, que cês nunca vão ser
Original favela, Golden Era, rua no mic
Hoje os boy paga de ‘drão, ontem nóiz tomava seus Nike
Os vira lata de vila, e os pitbull de portão
Muzzike, filho de faxineira, eu passo o rodo nesses cuzão
Ando com a morte no bolso, espinhos no meu coração
As hiena tão rindo de quê, se o rei da savana é o leão?

Canta pra saldar, negô, seu rei chegou
Sim, Alaafin, vim de Oyó, Xangô
Daqui de Mali pra Cuando, De Orubá ao banco
Não temos papa, nem na língua ou em escrita sagrada
Não, não na minha gestão, chapa
Abaixa sua lança-faca, espingarda faiada
Meia volta na Barja, Europa se prostra
Sem ideia torta no rap, eu vou na frente da tropa
Sem eucaristia no meu cântico
Me vêem na Bahia em pé, dão ré no Atlântico
Tentar nos derrubar é secular
Hoje chegam pelas avenidas, mas já vieram pelo mar
Oya, todos temos a bússola de um bom lugar
Uns apontam pra Lisboa, eu busco Omonguá
Se a mente daqui pra frente é inimiga
O coração diz que não está errado, então siga!

Dores em Loop-cínio, os (?), quê?
Ao ver o Simonal que cês não vai foder
Grande tipo Ron Mueck, morô muleque? Zé do Caroço
Quer photoshop melhor que dinheiro no bolso?
Vendo os rap vender igual Coca, fato, não, não
Melhor, entre nóiz não tem cabeça de rato
É Brasil, exterior, capital interior
Vai ver nóiz gargalhando com o peito cheio de rancor
Como prever que freestyles, vários necessários
Vão me dar a coleção de Miley Cyrus
Misturei Marley, Cairo, Harley, Pairo, firmeza
Tipo Mario, entrei pelo cano mas levei as princesa
Várias diss, não sou santo, imã de inveja é banto
Fui na Xuxa pra ver o que fazer se alguém menor te escreve tanto
Tô pelo adianto e as favela entendeu
Considere, se a miséria é foda, chapa, imagina eu
Scorsese, minha tese não teme, não deve, tão breve
Vitória do gueto, luz pra quem serve?
Na trama conhece os louro da fama
Ok, agora olha os preto, chama!”

1: Mandume: Refere-se a Mandume Ya Ndemufayo, último rei de Cuanhamas povo do sul da Angola. Que resistiu à ocupação alemã e preferiu se suicidar a se render.

Eu realmente gostaria de escrever algo mais profundo sobre tudo que estou sentindo, talvez eu consiga, mas não agora. Por enquanto basta uma reflexão severa do que toda essa letra nos passa.

Duda @negraecrespa

#PERSONALIDADE: Angela Davis

Olá, lindezas!

Faz um tempo que não faço o “quadro” #Personalidade por aqui e resolvi voltar com uma das mulheres que mais inspira as feministas, principalmente negras: Angela Yvonne Davis,ou simplesmente, Angela Davis.

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Angela tem 72 anos, é ativista desde sua adolescência e ganhou notoriedade mundial na década de 70. Ou seja, tem muito dela que precisamos saber, mas para facilitar a leitura, fiz um resumão para vocês entenderem a força e assuntos que a Angela trata.Resultado de imagem

Ela fez parte do Partido Comunista dos Estados Unidos e era integrante do Panteras Negras (lembra de Formation no Super Bowl? Há inspirações reais das Panteras Negras naquela apresentação). Assim, lutou a favor dos direitos das mulheres e contra a descriminação racial e social nos Estados Unidos. Angela é natural do Alabama, estado americano extremamente racista, e por sofrer tanta humilhação por conta de sua cor  resolveu lutar a favor dela.

Estudou comunismo e socialismo teórico em Nova York na década de 60, onde integrou uma organização comunista de jovens estudantes. Em seguida virou militante do partido e ativista nas causas das mulheres e dos negros.

Lutou fervorosamente contra a prisão de 3 militantes negros (“irmaõs soledad”) quando era do Partido Comunista e por essa razão entrou para a lista de procurados do FBI, tornando-se inimiga e fugitiva do Estado. Por consequências do julgamento e a morte de um dos 3 militantes, a prisão de Angela foi decretada. A prisão dela teve como consequência o movimento Free Angela Davis com forte repercussão, contando com apoio até de Lennon e Yoko e dos Stones (todos compuseram músicas dedicadas a ela).

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Na década de 80 chegou a concorrer na vice-presidência dos Estados Unidos, tendo votação baixa, prosseguiu sua carreira no ativismo político e escreveu diversos livros, principalmente sobre a situação carcerária americana.

Hoje ela segue dando discursando e dando palestras, principalmente em universidades. Ela já recebeu o Prêmio Lênin da Paz, em 1977.

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Último livro publicado no Brasil.

“O desafio do século XXI não é reivindicar oportunidades iguais para participar da maquinaria da opressão, e sim identificar e desmantelar aquelas estruturas nas quais o racismo continua a ser firmado. Este é o único modo pelo qual a promessa de liberdade pode ser estendida às grandes massas”

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Essa é Angela Davis.

Grande beijo,

Duda @negraecrespa

#VÍDEO: Expressões racistas para eliminar do nosso vocabulário

Olá!

Hoje é 20 de novembro, data em que celebra-se o Dia da Consciência Negra no Brasil há 13 anos. A data foi escolhida pela morte do Zumbi dos Palmares (em 1695) e é uma data de reflexão sobre a vida, história, representatividade, sociedade e religião negra.

Para tal, decidi fazer um vídeo falando de expressões que atingem os negros negativamente (principalmente mulheres) e sugeri substituições, para que possamos enfim eliminar de nosso vocabulário. Palavras como: mulata, denegrir, entre outras.

Esse vídeo é o mais importante que já fiz e espero que ele esteja bem claro e atinja muitas pessoas para que nosso vocabulário fique cada vez mais limpo de preconceitos enraizados da nossa cultura.

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Grande beijo,

Duda @negraecrespa

#VÍDEO: Literatura Infantil Empoderada – Dia das Crianças

Olá, lindezas!
O dia das crianças está chegando e eu fiz um vídeo sobre algumas obras literárias infantis
obrigatórias para ler para nossos pequenos (e para nós mesmos!), todos envolvem cultura negra, empoderamento, aprender a viver com diferença ou tem protagonismo negro. Se você quiser presentear alguém nessa data, sugiro que seja um livro. E se for algum que mostrei pra vocês, será sorriso em dobro, da criança e meu!

📕 DICA PARA PAPAIS, AVÓS, IRMÃOS, PRIMOS, TIOS, PADRINHOS…ESCOLAS, ONGs, ETC.

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Segue o vídeo em que falei de alguns livros e a lista com vários títulos abaixo.

Antes de ver os livros maravilhosos que selecionei, se inscreve no canal (clique aqui!).

📚 Além dos QUATRO que exibi no vídeo (só assistindo para saber 🙂 ), segue a lista:

  1. Pretinho, meu boneco querido – Maria Cristina Furtado
  2. A cor da vida – Semírames Paterno
  3. Todas as cores do negro – Arlene Holanda
  4. O livro das origens – José Arrabal
  5. Bruna e a rainha d’ Angola – Gercilga de Almeida
  6. A história do Rei Galanga – Geranilde Costa e Claudia Sales
  7. Minha mãe é negra sim! – Patrícia Santana
  8. Cada um com seu jeito, cada jeito é de um! – Lucimar Rosa Dias
  9. As cores do mundo de Lúcia – Jorge Fernando Santos
  10. Eu não sou coelho, não! – Valéria Belém
  11. Gabriela, a princesa do Daomé – Marta Rodrigues
  12. O cabelo de Lelê – Valéria Belém
  13. Bucala – A pequena princesa do Quilombo do Cabula – Davi Nunes
  14. Cabelo bom é o quê? – Rodrigo Goecks
  15. O mar de Manu – Cidinha da Silva

Algumas obras vocês encontram em .pdf na internet, outras em livrarias e bibliotecas facilmente.

Essa lista é pequena para tudo que temos, mas o tudo ainda é pouco. Obrigada aos autores incríveis que escrevem obras assim ❤️

Espero que tenham gostado!

Grande beijo,

Duda @negraecrespa

#VÍDEO: Primeira vez do ‘Negra e Crespa’ na TV

Olá, lindezas!

No último dia 12 participei de uma reportagem sobre cabelos crespos/cacheados do programa Radar TVE do canal TVE do Rio Grande do Sul.

Fiquei super honrada com o convite e feliz por poder falar um pouco sobre o blog, empoderamento crespo e principalmente sobre liberdade capilar.

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Como o programa só passa em território gaúcho e apesar de rolar o ao vivo pela internet, muitos não conseguiram acompanhar e a produção me passou o vídeo para mostrar para vocês ❤

Segue abaixo o vídeo para vocês assistirem.

Obrigada, Radar e Julli Massena pelo convite! 🙂

Espero que vocês gostem! ❤️

~ Para assistir o canal TVE que só tem programação linda e cultural, basta acessar: http://www.tve.com.br/tve-ao-vivo/ e a página do Radar TVE no Facebook é essa: https://www.facebook.com/radartve/

~A reportagem rolou no salão Pérola Negra que fica no Centro Histórico. Único local que indico por ser o único que fui depois de assumir os cachos, como vocês sabem, cuido do meu cabelo em casa.

Grande beijo,

Duda @negraecrespa

#PERSONALIDADE: Beyoncé

Olá, lindezas!

Nesse 4 de setembro eu não poderia deixar de falar da minha diva maior, a linda, guerreira, feminista, atriz, cantora, produtora, diretora, compositora, dançarina, empresária e ícone mundial: Beyoncé Giselle Knowles-Carter, ou simplesmente, Beyoncé. No dia de hoje ela está completando 35 anos.

DICA: Dá para curtir esse post ouvindo a minha música favorita do último álbum que o clipe foi lançado hoje no Youtube.

 

Falar sobre a Beyoncé cantora seria “chover no molhado”, porque acho que dessa parte todo mundo já sabe bastante, afinal ela é a artista feminina com maior destaque nos últimos anos no mundo inteiro, sua turnê rende horrores e ela influencia muitas pessoas de tudo quanto é jeito. Para isso, procurei informações além daquelas principais que aparecem nos holofotes para trazer à vocês e termos mais motivos para admirar essa mulher incrível!

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Ela nasceu no Texas e hoje completa 35 aninhos 🎈🎈🎈 E aí vão algumas curiosidades da diva:

  • Michelle Obama a considera um exemplo para suas filhas.
  • Sua primeira conquista no mundo da música foi a vitória em um concurso musical cantando Imagine do John Lennon 😍
  • O pai de Beyoncé era tipo o Francisco do Zezé e Luciano (tá, comparação estranha, mas), ele fazia de tudo para que Beyoncé e as colegas do Destiny’s Child mandassem bem na cantoria, como por exemplo, correr alguns quilômetros enquanto cantavam.
  • Ela sofreu bullying na escola por conta das orelhas grandes (sim, dá pra acreditar? 😱).
  • Uma de suas maiores experiências foi quando visitou a Capela Sistina e viu as obras de Michelangelo.
  • Um de seus sonhos é caminhar na Times Square anônima (é, talvez não nessa vida…).
  • É a mulher com mais nomeações na história do Grammy e a primeira a ganhar seis dele em uma só noite.
  • Ela gostava de jogar “Paciência” no computador! Quem nunca????
  • Ela produziu e compôs (com parcerias) todas as músicas de Lemonade. Esse é seu álbum mais recente, inspirador e “destruidor”. A marca registrada do álbum é a força negra, tratando de assuntos como preconceito e racismo fortemente.

E tem muito mais, mas a maioria das coisas já sabemos, não é?

FELIZ QUEEN BEE DAY! 👑 🐝

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Gostaram? Ela é maravilhosa mesmo, não?

Grande beijo,

Duda @negraecrespa

25 DE JULHO: Dia da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha

Olá, lindezas!

Fonte: Gelédes

Hoje é um dia especial no calendário internacional. Dia 25 de julho é marcado por um dia de representatividade feminina negra, dia da mulher negra latino-americana e caribenha. Essa data é comemorada desde 1992 e foi definida no 1º Encontro de Mulheres Afro-latino-americanas e Afro-caribenhas.

Aqui no Brasil, essa data, desde 2014 tem ainda mais motivos para ser lembrada. Desde 2014, há a Lei nº 12.987, que define 25 de julho o Dia Nacional de Tereza Banguela e da Mulher Negra. Tereza é considerada uma heroína negra. Foi uma líder quilombola que viveu durante o século 18 no Mato Grosso. Viúva, Tereza se tornou a líder do Quilombo de Quariterê, resistindo à escravidão por mais de vinte anos. Essa data faz homenagem também a Antonieta de Barros, Benedita da Silva, Leci Brandão, Chiquinha Gonzaga, Ruth de Souza, Elisa Lucinda, Luiza Mahin, Lélia Gonzalez, Dandara, Carolina Maria de Jesus, Elza Soares, entre outras.

Essa data tão especial é então um dia para refletir sobre a mulher negra. Somos as menos representadas em qualquer local, índice alto de baixa escolaridade, baixo salário, condições precárias de trabalho e aquelas que se destacam, além de poucas, abdicam de grande parte de sua vida para atingir objetivos (Secretaria Municipal de Políticas Para as Mulheres, São Paulo).

A desvantagem é grande, mas estamos lutando constantemente para essa mudança nos campos de trabalho e ainda mais na consciência de cada um. É notável que a representatividade feminina negra esta crescendo, pouco a pouco, mas cada vitória deve ser comemorada, valorizada e expandida.

Espero que tenham gostado de saber um pouco mais sobre esse dia especial para nós.

Fonte principal: 25 de julho, Dia Internacional da Mulher Negra Latino Americana e Caribenha – Geledés

Grande beijo,

Duda @negraecrespa