Dia da mulher negra & ‘Brown Skin Girl’

Dia da mulher negra & ‘Brown Skin Girl’

Lindezas,

Hoje é DIA DA MULHER NEGRA no Brasil, desde 2014, a data foi dada como homenagem a Tereza Banguela também (saiba mais sobre esse dia aqui).

A mulher negra historicamente era uma mulher que estava fora do padrão. Que não era bonita, que existia apenas servir os outros. Obviamente isso é passado! Não aceitamos mais ficarmos em segundo plano. Nem sermos desrespeitadas pelo tom de nossa pele ou nosso cabelo afro.

Na última semana, Beyoncé (sim, sempre ela 🖤) lançou um álbum especial e uma das faixas está encantando a todos: Brown Skin Girl, música cantada por ela, Saint Jhn & Wizkid e com participação da filha Blue Ivy Carter. A faixa fala justamente da beleza da menina negra. Um verdadeiro presente para cada uma de nós e para repensarmos no nosso amor próprio e nossas capacidades.

A letra:

Menina negra
Sua pele é como pérolas
A melhor coisa do mundo
Nunca troque você por mais ninguém
Cantando: Menina negra
Sua pele é como pérolas
A melhor coisa do mundo
Eu nunca trocaria você por mais ninguém, cantando

Ela disse que realmente cresceu pobre como eu
Não acredita em nada além do Todo Poderoso
Apenas um jeans e uma camiseta toda branca
Ela nunca quis ser esposa de alguém pra sempre, sim
Então, eu posso não ser um garoto bonito, mas seu coração está errado
Se faz de vilã porque foi pega numa onda
Esta noite eu estou indo embora
Alinhei minha mente na rotina, sim, sim

Esta noite eu posso me apaixonar, dependendo de como você me abraçar
Estou feliz que estou me calmando, não posso deixar ninguém me controlar
Continuo dançando e chamo de amor, ela resiste, mas se apaixona aos poucos
Se alguma vez você estiver em dúvida, lembre-se do que mamãe me disse

Menina negra, sua pele é como pérolas
Com suas costas contra o mundo
Eu nunca trocaria você por mais ninguém, diga
Menina negra, sua pele é como pérolas
A melhor coisa do mundo todo
Eu nunca trocaria você por mais ninguém, diga

Pose como um troféu quando as Naomis entram
Ela precisa de um Oscar por essa pele bem escura
Bonita como a Lupita quando as câmeras dão um close
A beleza quebra o dique quando minhas Kellys chegam
Eu acho que esta noite ela vai trançar suas tranças
A melanina é muito escura pra alguém conseguir escondê-la
Ela cuida da própria vida e mexe a cintura
Ouro tipo 24 quilates, tá bem?

Oh, você se olhou no espelho ultimamente?
Queria que você pudesse trocar de olhos comigo (porque)
Há complexidades na tez
Mas sua pele brilha como diamantes
Se me escavar como a terra, você dará à luz
Pegue tudo na vida, querida, saiba seu valor
Eu amo tudo em você, de seus cachos crespos
A cada uma de suas curvas, seu corpo natural
A mesma pele que foi quebrada é a que chegou chegando
A maioria das coisas fora de foco, visão
Mas quando você está na sala, eles notam você
Porque você é linda
Sim, você é linda

Os homens vão se apaixonar por você e toda a sua glória
Sua pele não é apenas escura, ela brilha e conta sua história
Continue dançando, eles não podem te controlar, eles assistem, todos eles te adoram
Se alguma vez você estiver em dúvida, lembre-se do que mamãe disse a você

A letra inspirou tanto e o ritmo é tão gostoso (essa faixa é as outras são inspiradas na cultura musical africana) que facilmente virou #BrownSkinGirlChallenge nas redes sociais e temos coisas lindas como essa:

Que seja assim pra mais, ?

Grande beijo,

Duda Buchmann

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Nova agente 007 é uma mulher negra

Nova agente 007 é uma mulher negra

VAMOS GRITAR TODAS JUNTAS???

Perdemos Idris Alba como o novo James Bond, mas ganhamos algo muito muito melhor! Ok, Idris é maravilhoso, mas deixa eu focar aqui, rs. O novo agente 007 provavelmente será A NOVA AGENTE, sim, uma mulher! Uma mulher negra! LASHANA LYNCH

Muitas exclamações para esse momento de emoção.

O jornal Mail Online soltou a notícia hoje que a atriz britânica Lashana Lynch, que participou recentemente de Capitã Marvel, seria a escalada para viver a protagonista do 25º filme da franquia. Segundo o jornal, Lashana não fará o papel de “James Bond”, mas carregará o título de agente 007.

Feliz demais com mais esse ponto de representatividade. Uma atriz negra retinta em um papel tão popular e clássico do cinema mundial é tão incrível que não tenho como expressar com palavras, mas acho que vocês sentiram minha emoção através desse post, não é?

Então, com vocês, BOND WOMAN:

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Cat’s finally outta the bag! #BOND25

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Grande beijo,

Duda Buchmann

Dia do Rock: Elvis? Não! Uma das cabeças do Rock N’Roll foi uma mulher negra

Dia do Rock: Elvis? Não! Uma das cabeças do Rock N’Roll foi uma mulher negra

HOJE É DIA DE ROCK, BEBÊ!

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13 de julho é o dia do rock no mundo todo e para celebrar o dia de um grande estilo de música (e de vida!) eu resolvi mostrar uma curiosidade sobre sua origem que talvez você desconheça.

Grande parte dos gêneros musicais tem raízes na África ou de seus descendentes e o Rock está entre eles. O mundo todo vendeu o Elvis Presley como pioneiro do rock (ele é maravilhoso, merece muitos créditos por propagar o rock para o planeta inteiro), mas ele não foi o criador do estilo. Uma das iniciantes (digo assim, pois é impossível saber quem foi mesmo) foi a Sister Rosetta Tharpe, inspiração de Chucky Berry, Etta James e Johnny Cash, por exemplo, e considerada essência do rock por Bob Dylan.

 

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Rosetta já mostrava o poder de uma guitarra nos anos 30 e se tornou bem popular dentro da música americana, isso tudo bem antes da década de 50, quando Elvis surgiu.

Ela nasceu em 1915 em Arkansas e através de sua mãe, pastora evangélica, Rosetta fez sua primeira atuação no estilo Gospel, já tocando guitarra, aos 4 anos. Foi morar em Chicago e com a influência da cidade, em uma época que o Jazz e o Blues estavam “bombando”, ela misturava seu Gospel com outros ritmos, tudo na guitarra, o que fez ela se tornar conhecida por lá. Aos poucos ela foi conquistando seu espaço e se tornou uma estrela.

Em um momento de alta segregação social, Rosetta quebrava barreiras e todos gostavam de ouvi-la.

Ela faleceu em 1973. Em 2008, o governador Edward Rendell declara o dia 11 de Janeiro o dia da Sister Rosetta Tharpe, no estado da Pensilvânia. No seu discurso destacou a lendária cantora, a pioneira que levou o Gospel para a cena mainstream.

Aproveite e curta o som da Rosetta Tharpe:

 

Grande beijo,

Duda Buchmann

Sabia que existe uma premiação só para afro-americanos? Veja os acontecimentos do BET Awards 2019

Sabia que existe uma premiação só para afro-americanos? Veja os acontecimentos do BET Awards 2019

Olá, lindezas!

Desde 2001 a emissora BET (Black Entertainment Television) tem a cerimônia anual BET Awards, para premiar personalidades afro-americanos, exclusivamente.

Na noite de ontem (23), aconteceu a 19ª edição e a grande homenageada da noite foi Mary J Blige com o prêmio Lifetime Achievement Award entregue pelas mãos de Rihanna com um discurso incrível por sinal.

O ator Tyler Perry recebeu uma homenagem com o prêmio Ultimate Icon Award. E também aconteceu uma homenagem póstuma ao rapper Nipsey Hussle com o prêmio Humanitarian Award.

Confira os premiados da edição de 2019, que teve apresentações de Cardi B, DJ Khaled, H.E.R., entre outros:

Melhor Artista Feminino de R&B/Pop:
Beyoncé

Melhor Artista Masculino de R&B/Pop:
Bruno Mars

Melhor Grupo: 
Migos

Melhor Colaboração :
Travis Scott Ft. Drake, Sicko Mode

Melhor Artista Masculino de Hip Hop: 
Nipsey Hussle

Melhor Artista Feminino de Hip Hop:
Cardi B

Clipe do Ano:
Childish Gambino, This Is America

Diretor de Clipe do Ano:
Karena Evans

Melhor Artista Revelação:
Lil Baby

Prêmio Dr. Bobby Jones Melhor Gospel/Inspiração:
Snoop Dogg Ft. Rance Allen, Blessing Me Again

Melhor Atuação International:
Burna Boy

Melhor Atuação de Artista Revelação Internacional:
Sho Madjozi

Melhor Atriz:
Regina King

Melhor Ator:
Michael B. Jordan

Estrela Jovem:
Marsai Martin

Melhor Filme:
Infiltrado na Klan

Atleta do Ano (feminino):
Serena Williams

Atleta do Ano (Masculino):
Stephen Curry

Álbum do ano:
Invasion Of Privacy, Cardi B

Escolha do Telespectador: 
Ella Mai, Trip

Prêmio Bet Her:
H.E.R., Hard Place

Grande beijo,

Duda Buchmann

“Invasão” negra e feminina no Grammy 2019

“Invasão” negra e feminina no Grammy 2019

É, quase não deu pra sentir falta das rainhas Rihanna e Beyoncé nesse Grammy depois de tantas performances incríveis e prêmios maravilhosos.

Desde as nomeações, já víamos que a hegemonia masculina e branca não era predominante, como na categoria Videoclipe do Ano, por exemplo, em que todos eram negros e metade de mulheres.

Me surpreendi positivamente com a força feminina presente na premiação toda, muito por causa da anfitriã e vencedora de 15 Grammys, Alicia Keys, escolhida a dedo para passar toda a energia radiante dela e de suas “manas”, modo de fazer referência a todas as colegas artistas presentes ❤ Alicia toda doce, positiva e exalando talento não só apresentou a premiação, como foi responsável por revelar os dois grandes vencedores da noite (Gravação do Ano e Álbum do ano) e ainda fez uma das performances mais impecáveis, tocando DOIS pianos e com um medley de músicas que ela gostaria de ter escrito.

Mas a noite iniciou com 5 mulheres poderosíssimas no palco, além de Alicia, estava Michele Obama, Lady Gaga, Jennifer Lopez e Jada Smith para falar da música em suas vidas e como essa relação as fazem melhor.

O grande vencedor foi Gambino com a música This is America, que fala de violência policial e racismo em um momento tão delicado nos Estados Unidos (saiba curiosidades sobre o clipe aqui). A canção ganhou Gravação do Ano, Melhor Clipe, Melhor Música e Melhor Colaboração de Rap.

A noite teve diversas apresentações, entre elas de Camila Cabello; de Miley Cyrus; da Lady Gaga, uma homenagem à Dolly Parton com Miley Cyrus, Katy Perry, Kacey Musgraves, Linda Perry e Big Little Town; de Janelle Monaé; de H.E.R; de Diana Ross, um tributo com vozes poderosíssimas de Andra Day, Yolanda Adams e Fantasia à Aretha Franklin; solo da Kacey Musgraves; de Cardi B; da Jennifer Lopez em uma homenagem a Motown; de Dua Lipa e St. Vincent; da dupla Chloe e Halle.

Dentre os vencedores, além de Gambino, temos The Carters (Bey e Jay-Z), Lady Gaga, Dua Lipa, Kacey Musgraves, Drake, Cardi B, H.E.R, Ariana Grande e a trilha sonora de Pantera Negra.

WOMAN & BLACK POWER senhoras e senhores!

Opinião: será que precisamos mesmo de um dia para Consciência Negra?

Opinião: será que precisamos mesmo de um dia para Consciência Negra?

Texto para Revista Donna (2017)

Parece que a sociedade inteira percebe as condições de vida da população negra só em novembro, né? Afinal, ocorre uma “chuva” de eventos em relação a isso. Nós nos acostumamos a acompanhar uma programação especial a respeito de Consciência Negra, mas será que essas atividades estão sendo consumidas de verdade? E no resto do ano, como fica?

Esta terça-feira é 20 de novembro, data em que celebra-se o Dia da Consciência Negra no Brasil. A data foi escolhida pela morte do Zumbi dos Palmares (em 1695). É uma causa tão forte e significativa que não merecia apenas um dia no calendário para ser lembrada, mas, enfim, é o que temos.  A pergunta que fica para muitos é: será que ela é necessária? Por que não temos o dia da consciência branca?

Enquanto o salário for quase metade do homem branco mesmo com cargos iguais, enquanto um homem negro – vítima de assalto – ser espancado por acharem que o suspeito é ele, enquanto o número de jovens negros mortos for tão alto, enquanto o julgamento da cor da pele ser o mais importante, enquanto uma mãe com filhos negros sofrer diariamente, enquanto ouvirmos/lermos a expressão “racismo reverso”, enquanto não houver reconhecimento de privilégios, sim, precisaremos!

E, por favor, entenda que está longe de ser o dia do mimimi ou do vitimismo. Temos muito o que alcançar e conquistar e não entendo porque o protagonismo ainda possa incomodar tanto. Estamos sendo notados? Sim, mas pouco e queremos mais. É necessário canalizar a visibilidade para mais pessoas. Somos mais da metade da população, poxa!

O 20 de novembro é mais um dia para refletir e tentar entender a situação em que vivemos e lutar por melhorias. Em um país em que todos os âmbitos desmerece a população negra, temos muito a evoluir.

Sim, consciência negra deveria ser todos os dias, mas enquanto não temos isso…

Ícaro and The Black Stars: a peça que faz uma retrospectiva da música negra mundial

Ícaro and The Black Stars: a peça que faz uma retrospectiva da música negra mundial

Olá, lindezas!

No início de julho eu estava no Rio de Janeiro e tive oportunidade de assistir a peça musical Ícaro and The Black Stars no Teatro XP protagonizado por Ícaro Silva. Antes de falar sobre ela, preciso dizer que já estou torcendo demais por uma turnê nacional, todo mundo precisa assistir!

Eu sou fã do Ícaro desde os tempos de black power do Rafa na Malhação, acompanho a carreira dele e me surpreendi positivamente quando o assisti no quadro Show dos Famosos no Domingão do Faustão (apesar de acompanhar ele na TV, eu não tinha ideia do talento dele nos musicais). E acho que foi a participação dele no programa que deu o ponta pé no musical.

Um teatro com negros como personagens principais, em uma zona do Rio de Janeiro, com casa lotada é representatividade!

O musical é uma viagem espacial com momentos importantes da música dos negros no mundo. Tem Beyoncé, Gilberto Gil, James Brown, Jackson 5, Bob Marley e muito mais. A produção é simples, conta com duas cantoras (as Black Stars), banda com dois assopros e uma percussão e uma dj, todos extremamente talentosos! Fiquei encantada com tanto talento em um pequeno grupo. O texto é de Pedro Brício e a direção musical é de Alexandre Elias. E tem a proposta de ter um convidado por noite, na nossa foi a Daúde, cantora do hit Pata Pata (1997). Foi uma noite inesquecível! Muita energia, muita ginga, muito humor e muito ritmo!

E a vontade de levantar pra dançar? Apesar de ser uma peça musical, pode ser confundido com um show tranquilamente, rs. O próprio Ícaro explicou um pouco para ao jornal Extra:

“Não é um show, um musical nem uma peça de teatro. É um milk shake de possibilidades artísticas. Reuni nesse trabalho ícones negros que permeiam a cultura popular, assim como a minha vida, e que, ao mesmo tempo, dialogam com o que eu quero ser e fazer, que é algo que tem a ver com performances”.

É pra se apaixonar, se envolver, se entreter e saber um pouco mais da cultura negra tão extensa e rica!

Em “ÍCARO and The Black Stars” a plateia mergulha na emoção destes artistas negros que fizeram o mundo cantar, dançar e pensar. Reis e rainhas pela grandeza. Pelos passos mágicos de Michael Jackson, pela poesia de Bob Marley, pelo timbre de Beyoncé ou pela loucura de Tim Maia. Por meio desses artistas homenageados, o espetáculo mostra que existem possibilidades de um mundo plural e democrático, independente de etnia, credo, cor, sexualidade e gênero. Uma grande homenagem a esses ídolos, para cantarmos e dançarmos com eles.

Cantando e contando sucessos da história da Black Music, o artista, vencedor do quadro “Show dos Famosos”, leva ao público o som de Michael Jackson, Bob Marley, Tim Maia, Wilson Simonal, Beyoncé, James Brown e outras estrelas. Entre as músicas, Ícaro conta histórias vividas por estes ídolos em paralelo com suas histórias pessoais. Trabalhando juntos pela terceira vez, o trio Ícaro Silva, Pedro Brício e Alexandre Elias vem com tudo nesta nova produção. Juntos fizeram também “S’imbora o Musical” e “Show em Simonal”.

A peça não está mais no Teatro XP e está em cartaz nesse final de semana no Teatro Bambu Shopping.

Grande beijo,

Duda Buchmann

Dica literária: Livros escritos por negros

Dica literária: Livros escritos por negros

Olá, lindezas!

Faz tempo que não dou dicas de livro por aqui, então vou aproveitar e dar algumas. Todas são de autores negros e recentes, então não será difícil de encontrá-los por aí. Quis fazer esse post para além de valorizar a literatura negra, tentar estimular a leitura de cada um (lembrete pra mim mesma também!).

1 – O que é lugar de fala – Djamila Ribeiro

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2 – Na minha pele – Lázaro Ramos

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3 – Esse cabelo – Djaimilia Pereira de Almeida

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4 – Americanah – Chimamanda Ngozi

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5 – Quando me descobri negra – Bianca Santana

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6 – O ódio que você semeia – Angie Thomas

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Caso você não tenha algum, aproveite para atualizar a sua biblioteca com os descontos da Cupom Válido, basta acessar o www.cupomvalido.com.br, selecionar as livrarias e se jogar!


 

Boa leitura!

Duda Buchmann

Espetáculo: Salina (a última vértebra) no Teatro Renascença

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Olá, lindezas!

Dica cultural para vocês de Porto Alegre e arredores.

Nos dias 20 e 21 de maio ocorrerá a peça “Salina (a última vértebra)” no Teatro Renascença, às 19h.

A peça é ambientada em uma África ancestral e aborda a história de uma mulher negra que foi oprimida pela sociedade, violentada e rejeitada. O espetáculo convida a plateia a fazer uma reflexão sobre questões universais e multiculturais, como as complexidades humanas, as convenções morais e os dramas femininos.

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Ainda dá pra curtir nesse domingo, hein?

Mais informações:

Espetáculo do Palco Giratório aborda dramas femininos e cultura africana neste final de semana

Peça “Salina (a última vértebra)” ocorre nos dias 20 e 21 de maio, às 19h, no Teatro Renascença

Neste sábado e domingo (20 e 21), às 19h, o grupo carioca Amok Teatro, apresenta a peça “Salina (a última vértebra)” no Teatro Renascença (Av. Érico Veríssimo, 307). O espetáculo compõe a programação deste final de semana do 12º Festival Palco Giratório Sesc/POA. A montagem é ambientada em uma África ancestral, com elementos inspirados em tradições afro-brasileiras, como o congado e o candomblé. Em meio a este cenário, é narrada a história de uma mulher oprimida, violentada e rejeitada. Casada à força, a personagem que dá nome ao espetáculo, é estuprada pelo marido e concebe um filho, o qual ela não consegue se afeiçoar. Pelo desamor ao marido, ela é julgada e abandonada no deserto, onde reflete sobre sua vida e tenta se reerguer. A peça convida a uma reflexão sobre questões universais e multiculturais, como as complexidades humanas, as convenções morais e os dramas femininos. Os ingressos custam a partir de R$ 10 e podem ser adquiridos no Sesc Centro (Av. Alberto Bins, 665 – térreo) ou no local da apresentação uma hora antes do espetáculo, mediante disponibilidade. Para mais informações e agenda completa, acesse https://www.sesc-rs.com.br/palcogiratorio/.

Sobre o Festival – O 12º Festival Palco Giratório Sesc/POA segue movimentando o cenário cultural de Porto Alegre até 28 de maio. Mais de 100 sessões artísticas estão previstas na programação, como peças teatrais que abrangem a todos os públicos, do infantil ao adulto, exposições de artes visuais, musicais, dança, circo e atividades formativas como o Seminário “Práticas de Emergência Cênica”. São 54 espetáculos de 46 grupos, vindos de 13 estados brasileiros, sendo um internacional, direto da Bolívia, e outro uma co-produção Brasil/Itália. O Festival Palco Giratório Sesc/POA é uma realização do Sistema Fecomércio-RS/Sesc e integra a agenda do Arte Sesc – Cultura por toda parte.

Espetáculo: Salina (a última vértebra)

Amok Teatro / RJ

Datas: 20 e 21/05

Local: Teatro Renascença (Av. Erico Veríssimo, 307)

Horário: 19h

Classificação etária: 12 anos

Duração: 3h40 (incluindo um intervalo de 20′)

Ingressos R$ 10 comerciários e dependentes com Cartão Sesc/Senac, estudantes, classe artística e maiores de 60 anos, R$ 15 empresários e dependentes com Cartão Sesc/Senac e R$ 20 público em geral.

Sinopse: Salina conta a saga da personagem que dá nome ao espetáculo. Casada à força e violada por seu marido, ela dá à luz Mumuyê Djimba, um filho que ela detesta tanto quanto o pai. Acusada de deixar o esposo morrer agonizante num campo de batalha, Salina é banida de sua cidade. Exilada no deserto, ela alimenta seu desejo de vingança. Da sua ira, nasce Kwane, que trava uma guerra com seu irmão, Djimba, até que uma reviravolta surpreendente acontece no destino de Salina.

Ficha técnica:

Texto: Laurent Gaudé

Direção, cenário e figurino: Ana Teixeira e Stephane Brodt

Elenco: Ariane Hime, Cridemar

Aquino, Graciana Valladares, Luciana Lopes, Reinaldo Junior, Robson Feire, Sergio Loureiro, Sol Miranda, Tatiana Tibúrcio e Thiago Catarino

Música: Fábio Simões Soares

Luz: Renato Machado

Assistente de Direção: Vanessa Dias

Coreografias: Tatiana Tibúrcio

Bonecos: Maria Adélia

Tradução: Ana Teixeira

Revisão do Texto: Sol Miranda

Operação de luz: Andreia Teixeira

Intercâmbio: Mestre Jorge Antonio Dos Santos, Marcio Antonio Dos Santos e Fabiano dos Santos.

Não percam!

Duda Buchmann
 

Conheça o ensaio ‘Filhas e Filhos de Dandara’ da Urban Project

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O Urban Project foi criado com o intuito de compartilhar experiências vivenciadas, de forma autêntica e momentos únicos do cotidiano urbano. Desenvolvido por Marlon W. Laurencio e Marcelo Niluk Vianna (Billy) em Junho de 2016, em Porto Alegre/RS.

Para o 13 de maio – historicamente conhecido como dia da abolição da escravatura pela Lei Áurea de 1888, mas para o movimento negro essa data não é reconhecida e preferimos exaltar nossos verdadeiros heróis – Marlon Laurencio e Billy Valdez realizaram o ensaio ‘Filhas e Filhos de Dandara’ nas ruas do Centro de Porto Alegre com negros que relataram sua experiência de vida.

Pensando na importância de sermos protagonistas a URBAN PROJECT lança neste dia 13 o ensaio “FILHAS E FILHOS DE DANDARA”, que visa principalmente o empoderamento negro, através da estética sensibilizada nas fotografias e dos relatos pessoais de quem ainda não pode comemorar a dita liberdade. Dia 13 de maio é celebrado no Brasil a Abolição da Escravatura. Em 1888, ainda como Império, o Brasil é o último país latino a declarar completamente a liberdade para o povo negro. Princesa Isabel é erroneamente nomeada como “redentora”, todavia ela nunca foi uma abolicionista, apenas cedeu às pressões dos grupos abolicionistas. Existe sim uma heroína nessa história, ela é negra, mulher, escravizada, ela é Dandara! Devido a sua ausência na historiografia, pouco sabemos sobre Dandara, e muitos julgam que sua existência não passa de uma lenda. Todavia, acreditamos na sua breve história, Dandara foi a companheira de Zumbi dos Palmares e com ele teve três filhos. Uma mulher a frente do seu tempo, e que assim como outras mulheres que viviam no quilombo, lutaram nas batalhas quando Palmares foi atacado. Uma verdadeira heroína, que preferiu a morte, jogando-se do alto de uma pedreira, do que voltar à condição de escrava. A história da formação do Brasil que nos é contada, a partir da visão eurocêntrica e machista tem na sua hierarquia decrescente: homens brancos, mulheres brancas, homens negros e por último as mulheres negras (o mesmo ocorre com homens e mulheres de povoados indígenas). É a partir dessa lógica que Isabel é a “redendora”, e não Dandara.
Nós somos os protagonistas da nossa história! Somos Dandara, somos Zumbi. Somos Angela Davis, somos Martin Luther King. Somos Carolina Maria de Jesus, somos Abdias do Nascimento. Somos Petronilha da Silva, somos Oliveira Silveira.

Larissa Oyarzabal

A ideia é linda e o resultado mais incrível ainda! Confere alguns trechos dos relatos e algumas fotos, mas para conferir tudo (inclusive o meu relato), clica aqui.

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Cristiane Leite

Trabalho fiscalizando obras no interior do estado e sofro quase que mensalmente algum tipo de RACISMO, quando revido sempre ouço a mesma coisa – Mas você não é NEGRA é moreninha!
Revido quase SEMPRE dizendo que sou negra SIM com muito ORGULHO filha e neta de NEGROS e me orgulho muito DISSO!

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Gilson Nei

Mas, se eu fosse falar aqui a quantidade de pessoas que mudam de calçada quando você passa, por medo de ser assaltado, ou se você toma paredão e tapa na cara da polícia, ou se algum segurança te segue o tempo todo no mercado, ou se você vai ficar brigando por espaços e cotas camuflados na palavra “NÃO”, LEMBREM E NUNCA SE ESQUEÇAM DE QUE OS DIREITOS SÃO OS MESMOS, INDIFERENTE DA COR DA PELE.

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Monique Brito Cunha

Tomei logo por decisão: não vou mais sofrer com isso. Lembro-me de pedir para a senhora que trançava o cabelo da minha mãe (e também confeccionava perucas) que me fizesse uma peruca loura de cabelos lisos. Estava resolvido o meu problema! As meninas louras da escola eram cheias de amigos e todos queriam brincar com elas.”Está bem. Amanhã te trago de presente!”, rindo ela disse, achando engraçado o meu pedido. A peruca, obviamente, nunca chegou. E com ela a decepção.

Forte, libertador e dá uma vontade enorme de seguir em frente!

~Site da Urban Project: http://contatourbanprojec.wixsite.com/

~Facebook: https://www.facebook.com/contatourbanproject/

Espero que tenham gostado,

Duda Buchmann