Dica literária: Livros escritos por negros

Olá, lindezas!

Faz tempo que não dou dicas de livro por aqui, então vou aproveitar e dar algumas. Todas são de autores negros e recentes, então não será difícil de encontrá-los por aí. Quis fazer esse post para além de valorizar a literatura negra, tentar estimular a leitura de cada um (lembrete pra mim mesma também!).

1 – O que é lugar de fala – Djamila Ribeiro

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2 – Na minha pele – Lázaro Ramos

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3 – Esse cabelo – Djaimilia Pereira de Almeida

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4 – Americanah – Chimamanda Ngozi

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5 – Quando me descobri negra – Bianca Santana

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6 – O ódio que você semeia – Angie Thomas

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Caso você não tenha algum, aproveite para atualizar a sua biblioteca com os descontos da Cupom Válido, basta acessar o www.cupomvalido.com.br, selecionar as livrarias e se jogar!


 

Boa leitura!

Duda Buchmann

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#VÍDEO: Literatura Infantil Empoderada – Dia das Crianças

Olá, lindezas!
O dia das crianças está chegando e eu fiz um vídeo sobre algumas obras literárias infantis
obrigatórias para ler para nossos pequenos (e para nós mesmos!), todos envolvem cultura negra, empoderamento, aprender a viver com diferença ou tem protagonismo negro. Se você quiser presentear alguém nessa data, sugiro que seja um livro. E se for algum que mostrei pra vocês, será sorriso em dobro, da criança e meu!

📕 DICA PARA PAPAIS, AVÓS, IRMÃOS, PRIMOS, TIOS, PADRINHOS…ESCOLAS, ONGs, ETC.

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Segue o vídeo em que falei de alguns livros e a lista com vários títulos abaixo.

Antes de ver os livros maravilhosos que selecionei, se inscreve no canal (clique aqui!).

📚 Além dos QUATRO que exibi no vídeo (só assistindo para saber 🙂 ), segue a lista:

  1. Pretinho, meu boneco querido – Maria Cristina Furtado
  2. A cor da vida – Semírames Paterno
  3. Todas as cores do negro – Arlene Holanda
  4. O livro das origens – José Arrabal
  5. Bruna e a rainha d’ Angola – Gercilga de Almeida
  6. A história do Rei Galanga – Geranilde Costa e Claudia Sales
  7. Minha mãe é negra sim! – Patrícia Santana
  8. Cada um com seu jeito, cada jeito é de um! – Lucimar Rosa Dias
  9. As cores do mundo de Lúcia – Jorge Fernando Santos
  10. Eu não sou coelho, não! – Valéria Belém
  11. Gabriela, a princesa do Daomé – Marta Rodrigues
  12. O cabelo de Lelê – Valéria Belém
  13. Bucala – A pequena princesa do Quilombo do Cabula – Davi Nunes
  14. Cabelo bom é o quê? – Rodrigo Goecks
  15. O mar de Manu – Cidinha da Silva

Algumas obras vocês encontram em .pdf na internet, outras em livrarias e bibliotecas facilmente.

Essa lista é pequena para tudo que temos, mas o tudo ainda é pouco. Obrigada aos autores incríveis que escrevem obras assim ❤️

Espero que tenham gostado!

Grande beijo,

Duda @negraecrespa

#PERSONALIDADE: Ruth de Souza

Olá, lindezas!

Hoje é um dia importante na política, mas também é importante por ser o aniversário de 95 anos de uma pessoa essencial para a história recente negra do Brasil: Ruth Pinto de Souza.

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A Ruth é uma atriz brasileira nascida no Rio de Janeiro e reconhecida tanto aqui quanto fora do país, atuou em teatro, cinema e novelas. Abriu caminho para muitos atores negros no Brasil.

Sua história na arte começou na sua juventude, com seu integração no grupo de teatro Cia Experimental do Negro do Rio. Foi a primeira atriz negra a subir no palco do Teatro Municipal do Rio de Janeiro com a peça O Imperador Jones, na década de 40. Estudou teatro nos Estados Unidos por conta de uma bolsa recebida e alguns anos depois estreou no cinema. Na década de 50, começou a atuar em novelas. Em 1953, por seu papel em Sinhá Moça, foi a primeira brasileira a concorrer o Leão de Ouro, Festival de Veneza. Em 1968 se torna a primeira protagonista negra em uma novela em A Cabana do Pai Tomás. Sua última participação televisiva foi na série Na Forma da Lei em 2010, na Globo, emissora que trabalha por quase 40 anos.

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Sua carreira conta com mais de 30 filmes, mais de 25 peças de teatro e cerca de 30 novelas. Recebeu dois Prêmios Saci, a Comenda do Grau de Oficial da Ordem do Rio Branco e o prêmio de Melhor Atriz no Festival de Gramado de 2004.

Depoimento da blogueira: Infelizmente assisti poucas coisas dela na televisão, mas a Ruth participou da minha novela favorita da vida: O Clone. Mas, felizmente, hoje sei da importância e valor que a Ruth tem pra todas nós, mulheres negras. E mesmo com tantos anos de vida, ela só está fora das telinhas por questão de saúde, mas sente falta de trabalhar.

A história de Ruth de Souza é contada no livro Uma Estrela Negra no Teatro Brasileiro: Relações Raciais e de Gênero nas Memórias de Ruth de Souza, de autoria de Júlio Cláudio da Silva. ” As atrizes negras que estão fazendo sucesso hoje, de certa forma, são herdeiras de Ruth. Sem dúvida alguma, ela abriu espaço para que a arte dramática tivesse outra cor” diz o autor, Júlio Cláudio.

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Capa do livro Uma Estrela Negra no Teatro Brasileiro, 2015

“A carreira do negro é muito mais difícil porque ganha menos e faz sempre o mesmo papel. Mas, de uns tempos para cá, melhorou, tem quatro ou cinco atores negros em cada novela. Antigamente, tinha um. A exceção é quando era uma novela que falava dos escravos. Contribuí para mostrar que o negro podia ser ator. Mas, particularmente, eu não posso me queixar. Pelas mãos da Janete Clair, fiz professora, pianista, juíza, enfim, tive a oportunidade de interpretar todo tipo de personagem. E nunca parei de trabalhar”, Ruth de Souza (2015).

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~Fan page: Ruth de Souza

~Conheça o primeiro “#Personalidade” com Chimamanda Adichie, clique aqui.

Fonte das imagens: assistebrasil.com.br | memoriaglobo.globo.com | cinemaparasempreporandreacursino.blogspot.com | cacilda.folha.blog.uol.com.br

 

Grande beijo,

Duda @negraecrespa

#PERSONALIDADE: Chimamanda Ngozi Adichie

Olá, lindezas!

Hoje vocês vão conhecer um pouco mais da maravilhosa Chimamanda Ngozi Adichie.

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A Chimamanda é uma escritora, feminista e palestrante nigeriana. Ela é filha de um professor e de uma secretária da Universidade da Nigéria, tem cinco irmãos. Cresceu na Nigéria e foi estudar nos Estados Unidos com 19 anos. Tem mestrado em estudos africanos em Yale. Ela possui algumas obras publicadas.  Seu primeiro romance foi escrito em 2003, Hibisco Roxo. Ganhou prêmios com suas publicações e no ano de 2010, ela entrou em uma lista que contemplava os 20 autores de ficção mais influentes com menos de 40 anos.

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Em 2013, seu romance “Americanah” foi selecionado pelo New York Times como um dos 10 Melhores Livros do ano.Depoimento da blogueira: Eu encontrei esse livro por acaso (não conhecia Chimamanda ainda) e me apaixonei pela capa, quando vi a sinopse e a breve história da autora, levei para casa e estou encantada. Minha melhor compra do ano!

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Capa de Americanah no Brasil

Ela já fez palestras através do TED, que são conferências de disseminação de ideias. E foi em um discurso chamado “We Should all be Feminists” (Devemos todos ser feministas), em 2012, que ela ficou conhecida mundialmente. Em um discurso feminista que foi parar na música Flawless, da nossa querida Beyoncé. Vocês podem conferir essa maravilha nesse vídeo:

Trecho colocado na música (tradução): “Ensinamos as meninas a se encolherem para se tornarem ainda mais pequenas. Dizemos para meninas: ‘Você pode ter ambição, mas não muita. Você deve ansiar para ser bem sucedida, mas não muito bem sucedida. Caso contrário, você vai ameaçar o homem’. Porque sou do sexo feminino esperam que eu almeje o casamento, esperam que eu faça as escolhas da minha vida, que sempre tenha em mente que o casamento é o mais importante. Agora o casamento pode ser uma fonte de alegria, amor e apoio mútuo, mas por que ensinamos as meninas a ansiar ao casamento e não ensinamos a mesma coisa para os meninos?  Criamos as meninas para serem concorrentes não para empregos ou para conquistas que eu acho que podem ser uma coisa boa, mas, para a atenção dos homens. Ensinamos as meninas que não podem ser seres sexuais da mesma forma que os meninos são. Feminista – a pessoa que acredita na vida social, igualdade política e econômica entre os sexos.”

Hoje, Chimamanda fica na ponte aérea entre Nigéria  e Estados Unidos com suas oficinas e palestras. Ela foi a primeira mulher a ser Chefe da Administração da Universidade da Nigéria.

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Chimamanda é uma injeção de jovialidade no discurso feminista e negro. É uma grande honra ler seu livro (Americanah) e saber um pouco mais de suas percepções. Procurando por ela na internet, em diversos sites a encontrei como umas das 10, 15 pessoas que lutam para o feminismo ser disseminado. Além de tudo isso, Chimamanda é símbolo fashion! Vocês podem conferir um pouco desse lado na matéria da Vogue (clique aqui para acessar). Espero que eu tenha ajudado a passar um pouco do que ela representa a todos que leem o blog.

~ Fan page: Chimamanda Adichie | Site oficial: http://chimamanda.com/

Fonte das imagens: patriciarammos.com | coisasdemariana.com | hellogiggles.com | companhiadasletras.com.br

 

Grande beijo,

Duda @negraecrespa

 

P.S.: Aceito sugestões para o próximo “#Personalidade”, ok?

LITERATURA INFANTIL EMPODERADA

Eu estava vagando pelo twitter há um mês atrás. Nesse dia vi um tweet da Taís Araújo falando que tinha recebido o livro “Flávia e o Bolo de Chocolate” da Míriam Leitão (sim, a jornalista de economia!). A legenda da foto falava sobre adoção e igualdade. Meu olho brilhou e fui correndo saber mais sobre o livro. Constatei que era um livro infantil sobre uma menina negra adotada por uma mãe branca e que quando percebeu que era diferente da mãe não gostou nada disso.

Me coloquei um pouco no lugar dela, já que nossa história inicial é a mesma. Sou negra, adotada por brancos. Não há negros na minha família (e olha que a família é grande para os dois lados kkk). Mas a segunda parte da história da Flávia é desigual a minha. Nunca me questionei sobre isso, é até estranho. Não sei se foi minha criação maravilhosa em casa, na escola ou por nem saber direito o que é essa tal diferença e sua importância. Mas nunca me senti estranha dentro da minha família, nem no colégio. Claro que eu tinha noção que minha cor e a dos outros não era igual, mas isso não fazia qualquer alteração na minha vida.

No fim da história, a Flávia (menina do livro) acaba percebendo que a diferença é algo normal e saudável para a sociedade. Adorei! Ainda mais por ser inspirado em uma história real.

Um dos meus objetivos com esse post é: leiam para seus filhos, primos, irmãs, amigas contando histórias de empoderamento! Tenho certeza que eles irão crescer com uma formação psicológica muito melhor, terão mais respeito pelas pessoas e coisas. Consequentemente serão mais felizes, não importa a etnia das crianças. Além do livro da Míriam Leitão, tenho algumas sugestões:

  • Menina Bonita do Laço de Fita, Ana Maria Machado – li na minha infância, exalta a beleza da menina pretinha. Um amor!
  • O cabelo de Lelê, Valéria Belém (sugestão do meu professor de Língua Portuguesa no Ensino Médio 💚) – a Lelê não gosta do seu cabelo, mas depois de descobrir a história por trás dele em um livro sobre a África, começa a amá-lo.
  • Por fim, não é um livro, mas sim um vídeo da Coca-Cola (abaixo). Me senti muito feliz quando assisti. O cabelo da menina é crespo, não cacheado, mas isso podem melhorar no próximo comercial. – Momento dos pais conversarem com a nova filha não biológica sobre suas diferenças físicas. Resumindo: o que vale é o amor.

Propaganda Coca-Cola 2015

Espero que tenham gostado.

Grande beijo,

Duda @negraecrespa