Sabia que o Dia do Orgulho LGBT tem uma drag negra por trás?

Sabia que o Dia do Orgulho LGBT tem uma drag negra por trás?

Olá, lindezas!

O Dia do Orgulho LGBT foi ontem (28), mas o mês de junho todo é especial na causa. Mas você conhece a origem da data?

Na manhã do dia 28 de junho de 1969 – há 50 anos – em um bar, em Nova Iorque, frequentadores do bar Stonewall Inn (local frequentado pelo público LGBT) reagiram a pressão policial extremamente violenta, pois já estavam cansados da perseguição constante, principalmente as drags e aos transsexuais. Aquela resistência à polícia durou dias e ficou conhecida por Revolta de Stonewall. No ano seguinte, organizaram a 1ª Parada do Orgulho LGBT no dia 1º de julho para lembrar do ocorrido do ano anterior.

O movimento se espalhou e hoje em dia as Prides (paradas) acontecem em todo mundo em diversas cidades, inclusive no Brasil.

Naquele 28 de junho, duas mulheres estavam a frente do movimento, Marsha P. Johnson – uma negra, queen ‘de rua’ e Sylvia Rivera, uma trans.

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Vamos honrar essas pessoas que lutaram pelo simples fato de serem elas mesmas?

Não tem nada que faça mais sentido do que o amor. 🌈

 

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Sobre “Hidden Figures” (ou Estrelas Além do Tempo) e o que ele representa

Olá, lindezas!

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Vou falar sobre o filme Hidden Figures (com tradução para Estrelas Além do Tempo ¯_(ツ)_/¯) que vocês podem já ter assistido ou simplesmente escutado sobre ele por aí, aqui no Brasil foi lançado no início desse mês. Na noite de ontem (20) fui assistir com minha mãe e estou embasbacada, por falta de palavra melhor pra expressar.

Desde que assisti o trailer do filme, em dezembro, fiquei ansiosíssima para assistir, como relatei em um post do ATL Girls: “ESTRELAS ALÉM DO TEMPO”: filme mostra história de heroínas negras na NASA, a história se passa na base da NASA, no estado da Virgínia, em meio a Guerra Fria (EUA x URSS) em tempos em que existia segregação racial por lá. Ou seja, negros e brancos eram completamente divididos (inclusive banheiro, ponto alto do filme!) e, claro, negros não podiam fazer muita coisa por lá.

Minha mãe em um momento do filme me questionou: -década de 40, né? e eu: -não, é década de 60!

É chocante mesmo que fosse em 1940, imagina sendo há pouco mais de 50 anos, tão recente…

Mostrar que a mulher negra passou por “maus bucados” antes de ser notada na NASA e em qualquer lugar do mundo. Ainda a situação feminina negra é delicada, é necessário provar e provar e provar que podemos sim fazer aquilo que queremos. Mas que três dessas mulheres que lutavam tanto para serem notadas, finalmente foram e eram necessárias para um dos momentos mais importantes da Guerra.

Assistir o filme dá uma mistura de tristeza, dor, orgulho, emoção! Tristeza e dor ao ver o que pessoas sofreram e tinham que aguentar simplesmente por serem de outra cor, por terem que provar sempre que eram capazes de tais tarefas e mesmo assim não serem se quer notados. Orgulho e emoção por saber que existiram (existem!) pessoas negras capazes de destruir barreiras e serem nem um pouco valorizadas.

No dia em que decido escrever sobre esse filme que tanto me tocou, principalmente na segregação do estado da Virgínia, a linda Jordana (colaborado do ATL Girls também) retuitou esse post da Buzzfeed: 29 fotos perturbadoras de quando a segregação racial era permitida nos EUA, uma delas é essa:

 

Minha ideia era falar muito sobre esse filme, mas ainda tô processando tudo. Apesar de ter noção do que acontecia, é diferente assistir. Não costumo ver documentários sobre esse assunto, apenas reportagens de Martin Luther King Jr. que lutava contra a segregação nessa mesma época. E foi tudo muito maior do que isso! Vou estudar e deixar passar um pouco o êxtase e fazer um vídeo sobre isso. Tá?

Grande beijo,

Duda @negraecrespa

#VÍDEO: NEGRA DO CABELO LISO É MENOS NEGRA?

Olá, gente querida!

O vídeo de hoje é um bate papo sobre negras que alisam o cabelo.

14595748_1131354520289463_586307872270076978_nEssa imagem da incrível Natália do Pipa Azul gerou certa discussão quando coloquei na minha página do instagram.

Resolvi fazer um vídeo sobre essa questão.

Qual a opinião de vocês?

Beijo,

Duda @negraecrespa

#VÍDEO: Literatura Infantil Empoderada – Dia das Crianças

Olá, lindezas!
O dia das crianças está chegando e eu fiz um vídeo sobre algumas obras literárias infantis
obrigatórias para ler para nossos pequenos (e para nós mesmos!), todos envolvem cultura negra, empoderamento, aprender a viver com diferença ou tem protagonismo negro. Se você quiser presentear alguém nessa data, sugiro que seja um livro. E se for algum que mostrei pra vocês, será sorriso em dobro, da criança e meu!

📕 DICA PARA PAPAIS, AVÓS, IRMÃOS, PRIMOS, TIOS, PADRINHOS…ESCOLAS, ONGs, ETC.

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Segue o vídeo em que falei de alguns livros e a lista com vários títulos abaixo.

Antes de ver os livros maravilhosos que selecionei, se inscreve no canal (clique aqui!).

📚 Além dos QUATRO que exibi no vídeo (só assistindo para saber 🙂 ), segue a lista:

  1. Pretinho, meu boneco querido – Maria Cristina Furtado
  2. A cor da vida – Semírames Paterno
  3. Todas as cores do negro – Arlene Holanda
  4. O livro das origens – José Arrabal
  5. Bruna e a rainha d’ Angola – Gercilga de Almeida
  6. A história do Rei Galanga – Geranilde Costa e Claudia Sales
  7. Minha mãe é negra sim! – Patrícia Santana
  8. Cada um com seu jeito, cada jeito é de um! – Lucimar Rosa Dias
  9. As cores do mundo de Lúcia – Jorge Fernando Santos
  10. Eu não sou coelho, não! – Valéria Belém
  11. Gabriela, a princesa do Daomé – Marta Rodrigues
  12. O cabelo de Lelê – Valéria Belém
  13. Bucala – A pequena princesa do Quilombo do Cabula – Davi Nunes
  14. Cabelo bom é o quê? – Rodrigo Goecks
  15. O mar de Manu – Cidinha da Silva

Algumas obras vocês encontram em .pdf na internet, outras em livrarias e bibliotecas facilmente.

Essa lista é pequena para tudo que temos, mas o tudo ainda é pouco. Obrigada aos autores incríveis que escrevem obras assim ❤️

Espero que tenham gostado!

Grande beijo,

Duda @negraecrespa

RACISMO. DE NOVO E DE NOVO.

Essa ilustração maravilhosa e a legenda do Ribs me deixaram a dúvida, será que essa “gangue do mal” da internet afetou a Maju e a Taís Araújo por elas serem negras ou por elas serem negras bem sucedidas ou pior, por puro prazer de saber que estará na mídia com algo tão perturbador?

Será que esses preconceituosos da internet também atingem as negras “não famosas” e nós não ficamos sabendo? (Se você já foi vítima desse tipo de ataque, por favor, denuncie e peça ajuda para tornar o caso público, não tenha vergonha e nem medo – é fácil falar, eu sei, mas é importante atitude nessa hora -)

No último final de semana, repetiu-se os ataques a uma mulher negra pública. Taís Araújo, atriz, teve sua rede social atacada por vários fakes que propagam ódio. Pessoas de cabeça vazias e sem o menor espírito humano. Triste, muito triste. Mas principalmente revoltante. Comentários racistas tiveram centenas de curtidas, com certeza de pessoas que não fazem parte desse grupo específico, ou seja, alimentou o preconceito de vários.

Ninguém além de quem sofre esse tipo de preconceito tem ideia do quanto dói. É algo que não tem como definir em palavras. Dói mais ainda saber que muitas pessoas sofrem desse mal. Cor de pele ou textura capilar não define caráter, capacidade ou qualquer outro adjetivo.

O Brasil é tão grande e na maior parte recheado de gente negra com cabelo crespo/cacheado. Até quando teremos que ouvir/ler esse tipo de horror? O tempo de qualquer um seria muito melhor gasto fazendo qualquer outra coisa.

O que resta é espalharmos muito amor e DENUNCIAR. SEMPRE.

  • Se você já criticou alguém desnecessariamente, foi preconceituoso, largou energias ruins por aí, REPENSE.

Toda minha solidariedade a Maju, a Taís e a todas as mulheres que sofrem qualquer tipo de preconceito.

Grande beijo,
Duda @negraecrespa