Até onde a aparência importa no mercado de trabalho?

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Texto de Gabriela Fagundes, estudante de Ciências Contábeis na UFRGS e Analista de Serviços de Gestão de Pessoas

No dia 22 de fevereiro, Yasmin Stevam apareceu no programa Encontro da Fátima Bernardes expondo para o Brasil que não conseguia emprego por causa de seu cabelo. Confesso que não vi o programa, pois estava trabalhando. Yasmin é negra e com cabelo muito Black, característica de nós mulheres negras. Desde então vi diversos “memes” zombando dela, mas duvido que alguém tenha se colocado no lugar dela em algum momento. Eu sim, pois vivencio isso todos os dias!

Se ser mulher no mercado de trabalho é difícil, ser negra é ainda mais. Negra e com cabelo afro então… meu irmão, beira o impossível! Diversas vezes fui chamada para entrevistas de trabalho e, com receio, pensei trinta vezes em alisar meu cabelo antes de ir, pois eu sei que poderia não ser levada a sério chegando em uma sala de reunião. Ah, você pode pensar em competência, né? Meu currículo de trabalho é bem completo para uma contadora da minha idade ((20 anos), levando em consideração tudo que já fiz. Sabe o que é mais engraçado? Quando me perguntavam o local que eu estudo nas entrevistas, as frases que eu ouvia eram mais ou menos assim: “Como você conseguiu?”, “Nossa na Federal que coisa, né?” ou “Que sorte você teve!” e em seguida algo como “Pois é imagine, você indo para a Serra, meus clientes não iriam se adaptar” (oi?).

Infelizmente a aparência importa sim, mas se posso deixar um conselho para a Yasmin, para outras Gabrielas da vida é que, sim, ainda temos de ser sempre duas vezes melhor do que esperam de nós.

Depois de sentir medo e ouvir frases como a que citei antes, hoje consegui um emprego ótimo e espero que todas tenham a oportunidade que eu tive.

Deixo uma pergunta para um possível próximo texto, você já viu uma gestora negra em empresa privada?

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Projeto Humanae: as verdadeiras cores da humanidade

  HUMANÆ - WORK IN PROGRESS    Humanæ is a “work in progress” by the Brazilian Angélica Dass, who intends to deploy a chromatic range of the different human skin colors. Those who pose are volunteers who have known the project and decide to participate. There is no previous selection of participants and there are no classifications relating to nationality, gender, age, race, social class or religion. Nor is there an explicit intention to finish it on a specific date. It is open in all senses and it will include all those who want to be part of this colossal global mosaic. The only limit would be reached by completing all of the world’s population.  A photographic taxonomy of these proportions has been rarely undertaken; those who preceded Angélica Dass were characters of the 19th century that, for various reasons - legal, medical, administrative, or anthropological - used photographs to establish different types of social control of the power. The best-known is that of the portraits of identity, initiated by Alphonse Bertillon and now used universally. However, this taxonomy close to Borges´ world, adopts the format of the PANTONE ® guides, which gives the collection a degree of hierarchical horizontality that dilutes the false preeminence of some races over others based on skin color or social condition.  These guidelines have become one of the main systems of color classification, which are represented by means of an alphanumeric code, allowing to recreate them accurately in any medium: is a technical-industrial standard. The process followed in Humanæ also is rigorous and systematic: the background for each portrait is tinted with a color tone identical to a sample of 11 x 11 pixels taken from the face of the photographed. Aligned as in the famous samples, its horizontality is not only formal also is ethical.  Thus, without fuss, with the extraordinary simplicity of this semantic metaphor, the artist makes an “innocent” displacement of the socio-political context of the racial problem to a safe medium, the guides, where the primary colors have exactly the same importance that the mixed ones. It even dilutes the figure of power that usually the photographer holds. The use of codes and visual materials belonging to the imagery that we all share, leaves in the background the self-referentiality of the artist, insistent and often tiresome.  The will that the project evolves in other directions beyond their control (debates, educational applications, replicas and a host of alternatives that have already triggered by sharing Humanæ on social networks) contributes also to the dilution of the hierarchy of the author.  Many of the ingredients that characterize the [best] spirit of this time appear to be part of this project: shared authorship, active solidarity and local proposals likely to operate globally, networking, communication expanded to alternative spaces of debate, awareness without political ideology, social horizontality…  The spectator is invited to press the share button in his brain.   Alejandro Castellote    PANTONE® and other Pantone trademarks are the property of, and are used with the written permission of, Pantone LLC.  PANTONE Color identification is solely for artistic purposes and not intended to be used for specification.  All rights reserved. Angélica Dass é a criadora do projeto Humanae que tem como objetivo criar reflexões sobre a cor das pessoas a partir de códigos da Pantone (empresa americana mundialmente conhecida por seu sistema de cores). Ela é uma artista e fotógrafa brasileira, negra (descendente de índios e negros), que mora na Espanha com seu marido espanhol que, segundo ela, tem cor de lagosta queimada de sol, rs. A ideia do projeto começou com o questionamento das pessoas em relação a cor que teriam os filhos do casal, mesmo que ela não se preocupasse, ela resolveu usar a fotografia para isso.

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Angélica Dass

Iniciou sua busca por documentar as verdadeiras cores da humanidade, em vez das não verdadeiras – branco, vermelho, preto e amarelo -, associadas à raça humana. Então, ela iniciou uma série fotográfica em que faz o retrato da pessoa em um fundo branco e liga seu tom de pele a escala de cores da Pantone. Iniciou o projeto na Espanha, em 2012, e até o ano de 2016 já tinha fotografado 3.000 pessoas em 13 países diferentes. Dentre os países, Angélica afirma que o Brasil é o mais colorido que ela passou.

Os resultados foram sendo mostrados em exposições e/ou ações e até fevereiro de 2017, já apareceram em países como a Grécia, Espanha, Coreia do Sul, Itália, Indonésia, Equador, Holanda, Suíça.

No fim, foi criado um banco de rostos que é utilizado em estudos também.

Algumas fotos do catálogo:17072012pantone3

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Em fevereiro de 2016, Angélica fez uma palestra no TED, em Vancouver, para falar sobre o projeto. Além do Humanae, ela comentou algumas situações racistas que passou e disse que o Brasil é o pior país para se nascer negro, pois aqui há um preconceito institucionalizado e escondido.

 

Demais, né?

Site Projeto: humanae.tumblr.com/ Site Angélica Dass: http://www.angelicadass.com/

Espero que tenham gostado!
Beijos,

Sobre “Hidden Figures” (ou Estrelas Além do Tempo) e o que ele representa

Olá, lindezas!

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Vou falar sobre o filme Hidden Figures (com tradução para Estrelas Além do Tempo ¯_(ツ)_/¯) que vocês podem já ter assistido ou simplesmente escutado sobre ele por aí, aqui no Brasil foi lançado no início desse mês. Na noite de ontem (20) fui assistir com minha mãe e estou embasbacada, por falta de palavra melhor pra expressar.

Desde que assisti o trailer do filme, em dezembro, fiquei ansiosíssima para assistir, como relatei em um post do ATL Girls: “ESTRELAS ALÉM DO TEMPO”: filme mostra história de heroínas negras na NASA, a história se passa na base da NASA, no estado da Virgínia, em meio a Guerra Fria (EUA x URSS) em tempos em que existia segregação racial por lá. Ou seja, negros e brancos eram completamente divididos (inclusive banheiro, ponto alto do filme!) e, claro, negros não podiam fazer muita coisa por lá.

Minha mãe em um momento do filme me questionou: -década de 40, né? e eu: -não, é década de 60!

É chocante mesmo que fosse em 1940, imagina sendo há pouco mais de 50 anos, tão recente…

Mostrar que a mulher negra passou por “maus bucados” antes de ser notada na NASA e em qualquer lugar do mundo. Ainda a situação feminina negra é delicada, é necessário provar e provar e provar que podemos sim fazer aquilo que queremos. Mas que três dessas mulheres que lutavam tanto para serem notadas, finalmente foram e eram necessárias para um dos momentos mais importantes da Guerra.

Assistir o filme dá uma mistura de tristeza, dor, orgulho, emoção! Tristeza e dor ao ver o que pessoas sofreram e tinham que aguentar simplesmente por serem de outra cor, por terem que provar sempre que eram capazes de tais tarefas e mesmo assim não serem se quer notados. Orgulho e emoção por saber que existiram (existem!) pessoas negras capazes de destruir barreiras e serem nem um pouco valorizadas.

No dia em que decido escrever sobre esse filme que tanto me tocou, principalmente na segregação do estado da Virgínia, a linda Jordana (colaborado do ATL Girls também) retuitou esse post da Buzzfeed: 29 fotos perturbadoras de quando a segregação racial era permitida nos EUA, uma delas é essa:

 

Minha ideia era falar muito sobre esse filme, mas ainda tô processando tudo. Apesar de ter noção do que acontecia, é diferente assistir. Não costumo ver documentários sobre esse assunto, apenas reportagens de Martin Luther King Jr. que lutava contra a segregação nessa mesma época. E foi tudo muito maior do que isso! Vou estudar e deixar passar um pouco o êxtase e fazer um vídeo sobre isso. Tá?

Grande beijo,

Duda @negraecrespa

Não vamos abaixar a cabeça

“É mais do que fazer barulho…”

5 de dezembro, mais um dia no calendário, dia em que acordei com um clipe que define a situação do negro no Brasil e no mundo. Resultado de imagemClipe da música Mandume¹ do Emicida (confesso que ainda não tinha escutado a música que está em seu último CD: Sobre crianças, quadris, pesadelos e lições de casa, que inclusive eu tenho, mas perdemos o costume de ouvi-los, né?Enfim, escutarei na íntegra AGORA MESMO!).

A música e o clipe são verdadeiros socos no estômago dos privilegiados e uma profunda reflexão aos negros sobre nossa existência, nosso papel na sociedade e do que não podemos mais ser. A letra fala por si e por isso ela está na íntegra aqui:

“Eles querem que alguém
Que vem de onde nóiz vem
Seja mais humilde, baixa a cabeça
Nunca revide, finge que esqueceu a coisa toda
Eu quero é que eles se… !
Eles querem que alguém
Que vem de onde nóiz vem
Seja mais humilde, baixa a cabeça
Nunca revide, finge que esqueceu a coisa toda
Eu quero é que eles se… !

(Nunca deu nada pra nóiz, caralho!)
(Nunca lembrou de nóiz, caralho!)

Sou Tempestade, mas entrei na mente tipo Jean Grey
Xinguei, quem diz que mina não pode ser sensei?
Jinguei, sim sei, desde a Santa Cruz, playboys
Deixei em choque, tipo Racionais, “Hey Boy!”
Tanta ofensa, luta intensa nega a minha presença
Chega! Sou voz das nega que integra resistência
Truta rima a conduta, surta, escuta, vai vendo
Tempo das mulher fruta, eu vim menina veneno
Sistema é faia, gasta, arrasta Cláudia que não raia
Basta de Globeleza, firmeza? Mó faia!
Rima pesada basta, eu falo memo, igual Tim Maia
Devasta esses otário, tipo calendário Maia
Feminismo das preta bate forte, mó treta
Tanto que hoje cês vão sair com medo de bu*
Drik Barbosa, não se esqueça
Se os outros é de tirar o chapéu, nóiz é de arrancar cabeça

Mas mano, sem identidade somos objeto da História
Que endeusa “herói” e forja, esconde os retos na História
Apropriação a eras, desses tá na repleto na História
Mas nem por isso que eu defeco na escória
Pensa que eu num vi?
Eu senti a herança de Sundi
Ata, não morro incomum e
Pra variar, herdeiro de Zumbi
Segura o boom, fi
é um e dois e três e quatro, não importa, já que querem eu cego eu “Tô pra ver um daqui sucumbir! ” (não!)
Pela honra vinha Man
Dume: Tira a mão da minha mãe!
Farejam medo? Vão ter que ter mais faro
Esse é o valor dos reais, “caros”
Ao chamado do alimamo: Nkosi Sikelel’, mano!
Só sente quem teve banzo
(Entendeu?) Eu não consigo ser mais claro!
Olha pra onde os do gueto vão
Pela dedução de quem quer redução
Respeito, não vão ter por mim?
Protagonista, ele preto sim
Pelo gueto vim, mostrar o que difere
Não é a genital ou o “macaco! ” que fere
É igual me jogar aos lobos
Eu saio de lá vendendo colar de dente e casaco de pele

Meme de negro é: me inspira a querer ter um rifle
Meme de branco é: não trarão de volta yan, Gamba e Ringue

Arranca meu dente no alicate
Mas não vou ser mascote de quem azeda marmita
Sou fogo no seu chicote
Enquanto a pessoa for morte pra manter a ideia viva
Domado eu não vivo, não quero seu crime
Ver minha mãe jogar rosas
Sou cravo, vivido entre espinhos treinados
Com as pragas da horta
Pior que eu já morri tantas antes de você
Me encher de bala não marca, nossa alma sorri
Briga é resistir nesse campo de fardas

(Cêloko Cachoeira!)

Banha meu símbolo, gora meu manto que eu vou subir como rei
Cês vive da minha cicatriz, eu tô pra ver sangrar o que eu sangrei
Com a mente a milhão, livre como Kunta Kinte, eu vou ser o que eu quiser
Tá pra nascer playboy pra entender o que foi ter as corrente no pé
Falsos quanto Kleber Aran, os vazio abraça
La Revolução tucana, hip-hop reaça
Doce na boca, lança perfume na mão, manda o mundo se foder
São os nóia da Faria Lima, jão, é a Cracolândia Blasé
Jesus de polo listrada, no corre, corte degradê
Descola o poster do 2pac, que cês nunca vão ser
Original favela, Golden Era, rua no mic
Hoje os boy paga de ‘drão, ontem nóiz tomava seus Nike
Os vira lata de vila, e os pitbull de portão
Muzzike, filho de faxineira, eu passo o rodo nesses cuzão
Ando com a morte no bolso, espinhos no meu coração
As hiena tão rindo de quê, se o rei da savana é o leão?

Canta pra saldar, negô, seu rei chegou
Sim, Alaafin, vim de Oyó, Xangô
Daqui de Mali pra Cuando, De Orubá ao banco
Não temos papa, nem na língua ou em escrita sagrada
Não, não na minha gestão, chapa
Abaixa sua lança-faca, espingarda faiada
Meia volta na Barja, Europa se prostra
Sem ideia torta no rap, eu vou na frente da tropa
Sem eucaristia no meu cântico
Me vêem na Bahia em pé, dão ré no Atlântico
Tentar nos derrubar é secular
Hoje chegam pelas avenidas, mas já vieram pelo mar
Oya, todos temos a bússola de um bom lugar
Uns apontam pra Lisboa, eu busco Omonguá
Se a mente daqui pra frente é inimiga
O coração diz que não está errado, então siga!

Dores em Loop-cínio, os (?), quê?
Ao ver o Simonal que cês não vai foder
Grande tipo Ron Mueck, morô muleque? Zé do Caroço
Quer photoshop melhor que dinheiro no bolso?
Vendo os rap vender igual Coca, fato, não, não
Melhor, entre nóiz não tem cabeça de rato
É Brasil, exterior, capital interior
Vai ver nóiz gargalhando com o peito cheio de rancor
Como prever que freestyles, vários necessários
Vão me dar a coleção de Miley Cyrus
Misturei Marley, Cairo, Harley, Pairo, firmeza
Tipo Mario, entrei pelo cano mas levei as princesa
Várias diss, não sou santo, imã de inveja é banto
Fui na Xuxa pra ver o que fazer se alguém menor te escreve tanto
Tô pelo adianto e as favela entendeu
Considere, se a miséria é foda, chapa, imagina eu
Scorsese, minha tese não teme, não deve, tão breve
Vitória do gueto, luz pra quem serve?
Na trama conhece os louro da fama
Ok, agora olha os preto, chama!”

1: Mandume: Refere-se a Mandume Ya Ndemufayo, último rei de Cuanhamas povo do sul da Angola. Que resistiu à ocupação alemã e preferiu se suicidar a se render.

Eu realmente gostaria de escrever algo mais profundo sobre tudo que estou sentindo, talvez eu consiga, mas não agora. Por enquanto basta uma reflexão severa do que toda essa letra nos passa.

Duda @negraecrespa

#VÍDEO: Expressões racistas para eliminar do nosso vocabulário

Olá!

Hoje é 20 de novembro, data em que celebra-se o Dia da Consciência Negra no Brasil há 13 anos. A data foi escolhida pela morte do Zumbi dos Palmares (em 1695) e é uma data de reflexão sobre a vida, história, representatividade, sociedade e religião negra.

Para tal, decidi fazer um vídeo falando de expressões que atingem os negros negativamente (principalmente mulheres) e sugeri substituições, para que possamos enfim eliminar de nosso vocabulário. Palavras como: mulata, denegrir, entre outras.

Esse vídeo é o mais importante que já fiz e espero que ele esteja bem claro e atinja muitas pessoas para que nosso vocabulário fique cada vez mais limpo de preconceitos enraizados da nossa cultura.

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Grande beijo,

Duda @negraecrespa

REPRESENTATIVIDADE DA MULHER NEGRA NA MÍDIA BRASILEIRA

Boa noite, lindezas!

Alô, alô tema polêmico no ar!!!

Para quem não sabe esse semestre estou realizando meu TCC de Gestão Ambiental, curso  superior que faço em Porto Alegre (você pode me seguir no Snap: DUDABUCHMANN para saber essas coisas :D), mas enfim, na cadeira de TCC tive que apresentar algo para avaliar a apresentação oral (em tema livre). E claro que escolhi um tema que tivesse a ver com o blog. Optei por falar da representatividade negra feminina na mídia brasileira.

NARAÇA

Resolvi colocar na íntegra os prints dos slides por aqui. Apesar da maior parte da apresentação ter sido oral, acho importante começar a discussão tratando do assunto superficialmente (afinal, eram 10 minutos). Quem sabe um próximo post completo com as opiniões de vocês junto das minhas?

Então, lá vai:

representatividaderepresentatividade1representatividade2representatividade3representatividade4representatividade5representatividade6representatividade7representatividade8representatividade9representatividade10representatividade11

E então. Complicado, não é?

Será que um país com a maior população negra fora do continente africano precisa de uma lei para ter representação na mídia?

Será que a maior representatividade nos últimos anos nas áreas televisivas, publicidade, produtos é por conta da “moda” e pelo aumento de mídias sociais sobre isso ou continuará aumentando?

Até quando seremos maioria empregadas, faxineiras, marginalizadas?

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São tantos questionamentos, não é mesmo? Gostaria de abrir essa discussão com vocês! Por favor, deem suas opiniões, depoimentos e críticas nos comentários e redes sociais Negra e Crespa para conversarmos sobre?

Grande beijo,

Duda @negraecrespa

 

RACISMO. DE NOVO E DE NOVO.

Essa ilustração maravilhosa e a legenda do Ribs me deixaram a dúvida, será que essa “gangue do mal” da internet afetou a Maju e a Taís Araújo por elas serem negras ou por elas serem negras bem sucedidas ou pior, por puro prazer de saber que estará na mídia com algo tão perturbador?

Será que esses preconceituosos da internet também atingem as negras “não famosas” e nós não ficamos sabendo? (Se você já foi vítima desse tipo de ataque, por favor, denuncie e peça ajuda para tornar o caso público, não tenha vergonha e nem medo – é fácil falar, eu sei, mas é importante atitude nessa hora -)

No último final de semana, repetiu-se os ataques a uma mulher negra pública. Taís Araújo, atriz, teve sua rede social atacada por vários fakes que propagam ódio. Pessoas de cabeça vazias e sem o menor espírito humano. Triste, muito triste. Mas principalmente revoltante. Comentários racistas tiveram centenas de curtidas, com certeza de pessoas que não fazem parte desse grupo específico, ou seja, alimentou o preconceito de vários.

Ninguém além de quem sofre esse tipo de preconceito tem ideia do quanto dói. É algo que não tem como definir em palavras. Dói mais ainda saber que muitas pessoas sofrem desse mal. Cor de pele ou textura capilar não define caráter, capacidade ou qualquer outro adjetivo.

O Brasil é tão grande e na maior parte recheado de gente negra com cabelo crespo/cacheado. Até quando teremos que ouvir/ler esse tipo de horror? O tempo de qualquer um seria muito melhor gasto fazendo qualquer outra coisa.

O que resta é espalharmos muito amor e DENUNCIAR. SEMPRE.

  • Se você já criticou alguém desnecessariamente, foi preconceituoso, largou energias ruins por aí, REPENSE.

Toda minha solidariedade a Maju, a Taís e a todas as mulheres que sofrem qualquer tipo de preconceito.

Grande beijo,
Duda @negraecrespa