Sabia que o Dia do Orgulho LGBT tem uma drag negra por trás?

Sabia que o Dia do Orgulho LGBT tem uma drag negra por trás?

Olá, lindezas!

O Dia do Orgulho LGBT foi ontem (28), mas o mês de junho todo é especial na causa. Mas você conhece a origem da data?

Na manhã do dia 28 de junho de 1969 – há 50 anos – em um bar, em Nova Iorque, frequentadores do bar Stonewall Inn (local frequentado pelo público LGBT) reagiram a pressão policial extremamente violenta, pois já estavam cansados da perseguição constante, principalmente as drags e aos transsexuais. Aquela resistência à polícia durou dias e ficou conhecida por Revolta de Stonewall. No ano seguinte, organizaram a 1ª Parada do Orgulho LGBT no dia 1º de julho para lembrar do ocorrido do ano anterior.

O movimento se espalhou e hoje em dia as Prides (paradas) acontecem em todo mundo em diversas cidades, inclusive no Brasil.

Naquele 28 de junho, duas mulheres estavam a frente do movimento, Marsha P. Johnson – uma negra, queen ‘de rua’ e Sylvia Rivera, uma trans.

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Vamos honrar essas pessoas que lutaram pelo simples fato de serem elas mesmas?

Não tem nada que faça mais sentido do que o amor. 🌈

 

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‘História pra ninar gente grande’: Marielle Franco é homenageada em enredo da Mangueira no próximo carnaval

‘História pra ninar gente grande’: Marielle Franco é homenageada em enredo da Mangueira no próximo carnaval

7 meses sem respostas. Quem matou Marielle e Anderson?

A escola carnavalesca Estação Primeira de Mangueira quis chamar atenção para esse caso de assassinato da vereadora Marielle Franco citando o nome dela em seu novo enredo História Pra Ninar Gente Grande, do carnavalesco Leandro Vieira. Eu achei a letra incrível e um real alerta para aquele país que a gente tenta colocar pra “baixo do tapete” sempre que pode.

Um dos compositores do samba, Tomaz Miranda, disse que é em homenagem a memória de Marielle e Anderson Gomes (motorista morto no atentado) e toda luta que ainda virá.

Brasil, meu nego
Deixa eu te contar
A história que a história não conta
O avesso do mesmo lugar
Na luta é que a gente se encontra

Brasil, meu dengo
A mangueira chegou

Com versos que o livro apagou
Desde 1500
Tem mais invasão do que descobrimento
Tem sangue retinto pisado
Atrás do herói emoldurado
Mulheres, tamoios, mulatos
Eu quero um país que não está no retrato

Brasil, o teu nome é Dandara
Tua cara é de cariri
Não veio do céu
Nem das mãos de Isabel
A liberdade é um dragão no mar de Aracati

Salve os caboclos de julho
Quem foi de aço nos anos de chumbo
Brasil, chegou a vez
De ouvir as Marias, Mahins, Marielles, malês

Mangueira, tira a poeira dos porões
Ô, abre alas pros teus heróis de barracões
Dos Brasil que se faz um país de Lecis, jamelões
São verde- e- rosa as multidões

Projeto Humanae: as verdadeiras cores da humanidade

  HUMANÆ - WORK IN PROGRESS    Humanæ is a “work in progress” by the Brazilian Angélica Dass, who intends to deploy a chromatic range of the different human skin colors. Those who pose are volunteers who have known the project and decide to participate. There is no previous selection of participants and there are no classifications relating to nationality, gender, age, race, social class or religion. Nor is there an explicit intention to finish it on a specific date. It is open in all senses and it will include all those who want to be part of this colossal global mosaic. The only limit would be reached by completing all of the world’s population.  A photographic taxonomy of these proportions has been rarely undertaken; those who preceded Angélica Dass were characters of the 19th century that, for various reasons - legal, medical, administrative, or anthropological - used photographs to establish different types of social control of the power. The best-known is that of the portraits of identity, initiated by Alphonse Bertillon and now used universally. However, this taxonomy close to Borges´ world, adopts the format of the PANTONE ® guides, which gives the collection a degree of hierarchical horizontality that dilutes the false preeminence of some races over others based on skin color or social condition.  These guidelines have become one of the main systems of color classification, which are represented by means of an alphanumeric code, allowing to recreate them accurately in any medium: is a technical-industrial standard. The process followed in Humanæ also is rigorous and systematic: the background for each portrait is tinted with a color tone identical to a sample of 11 x 11 pixels taken from the face of the photographed. Aligned as in the famous samples, its horizontality is not only formal also is ethical.  Thus, without fuss, with the extraordinary simplicity of this semantic metaphor, the artist makes an “innocent” displacement of the socio-political context of the racial problem to a safe medium, the guides, where the primary colors have exactly the same importance that the mixed ones. It even dilutes the figure of power that usually the photographer holds. The use of codes and visual materials belonging to the imagery that we all share, leaves in the background the self-referentiality of the artist, insistent and often tiresome.  The will that the project evolves in other directions beyond their control (debates, educational applications, replicas and a host of alternatives that have already triggered by sharing Humanæ on social networks) contributes also to the dilution of the hierarchy of the author.  Many of the ingredients that characterize the [best] spirit of this time appear to be part of this project: shared authorship, active solidarity and local proposals likely to operate globally, networking, communication expanded to alternative spaces of debate, awareness without political ideology, social horizontality…  The spectator is invited to press the share button in his brain.   Alejandro Castellote    PANTONE® and other Pantone trademarks are the property of, and are used with the written permission of, Pantone LLC.  PANTONE Color identification is solely for artistic purposes and not intended to be used for specification.  All rights reserved. Angélica Dass é a criadora do projeto Humanae que tem como objetivo criar reflexões sobre a cor das pessoas a partir de códigos da Pantone (empresa americana mundialmente conhecida por seu sistema de cores). Ela é uma artista e fotógrafa brasileira, negra (descendente de índios e negros), que mora na Espanha com seu marido espanhol que, segundo ela, tem cor de lagosta queimada de sol, rs. A ideia do projeto começou com o questionamento das pessoas em relação a cor que teriam os filhos do casal, mesmo que ela não se preocupasse, ela resolveu usar a fotografia para isso.

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Angélica Dass

Iniciou sua busca por documentar as verdadeiras cores da humanidade, em vez das não verdadeiras – branco, vermelho, preto e amarelo -, associadas à raça humana. Então, ela iniciou uma série fotográfica em que faz o retrato da pessoa em um fundo branco e liga seu tom de pele a escala de cores da Pantone. Iniciou o projeto na Espanha, em 2012, e até o ano de 2016 já tinha fotografado 3.000 pessoas em 13 países diferentes. Dentre os países, Angélica afirma que o Brasil é o mais colorido que ela passou.

Os resultados foram sendo mostrados em exposições e/ou ações e até fevereiro de 2017, já apareceram em países como a Grécia, Espanha, Coreia do Sul, Itália, Indonésia, Equador, Holanda, Suíça.

No fim, foi criado um banco de rostos que é utilizado em estudos também.

Algumas fotos do catálogo:17072012pantone3

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Em fevereiro de 2016, Angélica fez uma palestra no TED, em Vancouver, para falar sobre o projeto. Além do Humanae, ela comentou algumas situações racistas que passou e disse que o Brasil é o pior país para se nascer negro, pois aqui há um preconceito institucionalizado e escondido.

 

Demais, né?

Site Projeto: humanae.tumblr.com/ Site Angélica Dass: http://www.angelicadass.com/

Espero que tenham gostado!
Beijos,

Sobre “Hidden Figures” (ou Estrelas Além do Tempo) e o que ele representa

Olá, lindezas!

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Vou falar sobre o filme Hidden Figures (com tradução para Estrelas Além do Tempo ¯_(ツ)_/¯) que vocês podem já ter assistido ou simplesmente escutado sobre ele por aí, aqui no Brasil foi lançado no início desse mês. Na noite de ontem (20) fui assistir com minha mãe e estou embasbacada, por falta de palavra melhor pra expressar.

Desde que assisti o trailer do filme, em dezembro, fiquei ansiosíssima para assistir, como relatei em um post do ATL Girls: “ESTRELAS ALÉM DO TEMPO”: filme mostra história de heroínas negras na NASA, a história se passa na base da NASA, no estado da Virgínia, em meio a Guerra Fria (EUA x URSS) em tempos em que existia segregação racial por lá. Ou seja, negros e brancos eram completamente divididos (inclusive banheiro, ponto alto do filme!) e, claro, negros não podiam fazer muita coisa por lá.

Minha mãe em um momento do filme me questionou: -década de 40, né? e eu: -não, é década de 60!

É chocante mesmo que fosse em 1940, imagina sendo há pouco mais de 50 anos, tão recente…

Mostrar que a mulher negra passou por “maus bucados” antes de ser notada na NASA e em qualquer lugar do mundo. Ainda a situação feminina negra é delicada, é necessário provar e provar e provar que podemos sim fazer aquilo que queremos. Mas que três dessas mulheres que lutavam tanto para serem notadas, finalmente foram e eram necessárias para um dos momentos mais importantes da Guerra.

Assistir o filme dá uma mistura de tristeza, dor, orgulho, emoção! Tristeza e dor ao ver o que pessoas sofreram e tinham que aguentar simplesmente por serem de outra cor, por terem que provar sempre que eram capazes de tais tarefas e mesmo assim não serem se quer notados. Orgulho e emoção por saber que existiram (existem!) pessoas negras capazes de destruir barreiras e serem nem um pouco valorizadas.

No dia em que decido escrever sobre esse filme que tanto me tocou, principalmente na segregação do estado da Virgínia, a linda Jordana (colaborado do ATL Girls também) retuitou esse post da Buzzfeed: 29 fotos perturbadoras de quando a segregação racial era permitida nos EUA, uma delas é essa:

 

Minha ideia era falar muito sobre esse filme, mas ainda tô processando tudo. Apesar de ter noção do que acontecia, é diferente assistir. Não costumo ver documentários sobre esse assunto, apenas reportagens de Martin Luther King Jr. que lutava contra a segregação nessa mesma época. E foi tudo muito maior do que isso! Vou estudar e deixar passar um pouco o êxtase e fazer um vídeo sobre isso. Tá?

Grande beijo,

Duda @negraecrespa